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Europa na liderança da transição ecológica e digital

Publicado em 1 Junho 2020 | 167 Visualizações

A Comissão Europeia (CE) defende que a Europa comunitária lidera a transição ecológica e digital. A certeza surge num relatório recente da CE sobre o desempenho da União Europeia em matéria de ciência, investigação e inovação e que analisa o desempenho europeu no contexto mundial.

O mesmo relatório destaca a necessidade da investigação e inovação (I&I) para apoiar o crescimento sustentável e inclusivo das empresas, das regiões e dos países, «garantindo que ninguém fica para trás na busca de reforço dos sistemas de inovação, especialmente nas regiões menos desenvolvidas».

Fala-se ainda na importância de garantir que os europeus possuem as competências certas, à luz das novas revoluções tecnológicas, bem como o importante papel da I&I no reforço da produtividade das empresas, resultando na criação de emprego e de valor, de uma forma sustentável.

Esta edição 2020 do relatório bienal apresenta onze recomendações políticas para apoiar as populações, o planeta e a prosperidade.

Segundo Mariya Gabriel, comissária responsável pela Inovação, Investigação, Cultura, Educação e Juventude «a investigação e a inovação estão no centro da resposta à crise sem precedentes que enfrentamos e podem contribuir significativamente para a recuperação económica». Nesse sentido, «o relatório de 2020 sobre o desempenho em matéria de ciência, investigação e inovação evidencia que a investigação e a inovação são essenciais para a transição ecológica e digital de que a Europa necessita» sendo que «o programa Horizonte 2020 e o futuro programa Horizonte Europa desempenham um papel fundamental nesta transformação.»

A UE está entre os principais intervenientes na produção científica representando, por exemplo, 25 % das publicações científicas mais citadas no domínio do clima e 27 % no domínio da bioeconomia. No que diz respeito aos pedidos de registo de patentes nestes dois domínios, o relatório dá conta que a UE está também na vanguarda, «representando 24 % dos pedidos no domínio do clima e 25 % no domínio da bioeconomia».

No entanto, «é necessário envidar mais esforços para transformar os resultados da investigação em soluções comercializáveis sustentáveis, bem como para construir um Espaço Europeu de Investigação forte e aumentar a eficácia dos sistemas públicos de investigação».

E, uma vez que a digitalização está a transformar a investigação e inovação, a CE acredita que «a combinação adequada de políticas deve promover a tecnologia profunda e as competências digitais dos investigadores, a par da ciência aberta e da garantia de investimentos suficientes em infraestruturas de dados de elevada qualidade».

O Horizonte Europa, o próximo programa-quadro de investigação e inovação da UE, «será um elemento fundamental no reforço e orientação dos esforços de I&I, através da sua abordagem orientada para missões e parcerias europeias».


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