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Executivos de utilities consideram IoT ameaça às redes elétricas

Publicado em 29 Novembro 2017 por Ntech.news - Ana Rita Guerra | 570 Visualizações

Uma grande maioria dos executivos de empresas de utilities (77%) considera que a Internet das Coisas (IoT) é uma ameaça potencial à segurança das redes elétricas. Esta é uma das conclusões mais notáveis do estudo Outsmarting Grid Security Threats, desenvolvido pela Accenture Security como parte do programa de investigação Digitally Enabled Grid, na qual participaram executivos de vinte países, incluindo Portugal. O setor das utilities está cada vez mais exposto, devido ao aumento significativo de dispositivos domésticos ligados à IoT como os home hubs e as aplicações de domótica. Isto supõe um novo risco para as empresas de fornecimento de energia difícil de quantificar.

«A implementação de redes inteligentes poderá abrir novas frentes de ataque se a cibersegurança não for um elemento chave do seu desenho», refere Nuno Pignatelli, diretor da Accenture responsável pela área de Resources em Portugal. O facto é que mais de 60% dos executivos inquiridos acredita que um ciberataque poderá colapsar a rede de eletricidade nos seus países durante os próximos cinco anos. As interrupções no fornecimento de energia causadas pelos ciberataques e as ameaças físicas à rede de distribuição são a maior preocupação para 57% dos inquiridos. Também 53% refere a segurança dos seus trabalhadores e clientes, enquanto 43% indica a destruição de ativos físicos.

«À medida que se desenvolvem malwares sofisticados, aumenta o risco para as empresas de energia de que estas informações venham a ser usadas por cibercriminosos com fins maliciosos», constata Nuno Pignatelli. De acordo com este responsável,  os ataques aos sistemas de controlo destas empresas podem muito facilmente comprometer a fiabilidade e segurança das redes, a gestão de ativos críticos, assim como o bem-estar dos colaboradores e clientes. «O risco é grande e pode converter-se numa ameaça real para o país», garante.

Pignatelli sublinha que as redes inteligentes permitem melhor conhecimento da situação em tempo real e maior controlo operacional, o que ajudará a garantir proteção mais sofisticada dos ativos antes que se tornem vulneráveis. Têm é de ter a cibersegurança desenhada de raiz, tal como afirmam 88% dos inquiridos.

A Accenture refere que um número significativo de empresas de utilities «têm um caminho a percorrer» se quiserem desenvolver um sistema robusto de resposta a ciberataques. Isto porque  quatro em dez dos inquiridos afirmam que os riscos de cibersegurança não estão total ou parcialmente integrados nos seus processos de gestão de risco. A consultora aconselha as utilities a investirem na resiliência da sua rede inteligente, assim como em capacidades de resposta e recuperação eficazes. Só 6% dos inquiridos se sentem completamente preparados e 48% bem preparados para enfrentar a restauração da normalidade nas operações da rede na sequência de um ciberataque.

Três conselhos da Accenture para aumentar a cibersegurança:

  1. Integrar a resiliência no desenho de ativos e processos, incluindo tanto a segurança digital como a física.
  2. Partilhar conhecimento e informação como uma atividade essencial que pode contribuir para estar a par de todos os cenários e potenciais ameaças, e estar preparado para as superar.
  3. Desenvolver modelos de governance para a gestão da segurança e de situações de emergência.

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