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Google lança batalhão de produtos com IA

Publicado em 6 Outubro 2017 por Ana Rita Guerra | 112 Visualizações

Seguindo à risca o que o CEO, Sundar Pichai, disse no I/O, a Google está a transitar de um mundo móvel para um mundo onde a inteligência artificial está em todo o lado. E que melhor forma de mostrar o seu potencial senão com o seu próprio hardware? No evento de outono, a Google apresentou quase uma dezena de novos produtos, desde os smartphones Pixel 2 a um portátil de mil euros, auscultadores Bluetooth e uma câmara mãos livres. É um investimento portentoso na equipa de hardware, responsável pelo portfólio “Made by Google.”

«Estamos a repensar radicalmente a forma como a computação deve funcionar», afirmou Sundar Pichai no evento, em São Francisco. «Os computadores devem adaptar-se à forma como as pessoas vivem, e não o contrário». Para a Google, esta nova era de computação terá quatro atributos: as pessoas vão interagir com os dispositivos de forma natural, com voz, gestos e visão; haverá multi-dispositivos a rodear os utilizadores, formando um ambiente em torno deles; os dispositivos vão responder de forma contextual; e irão aprender e melhorar com o tempo.

«É preciso mudar como o software funciona», avisou. Por exemplo, na questão da segurança, a norma é dar aos utilizadores acesso a definições e regras. Num mundo onde a inteligência artificial está por todo o lado, as máquinas vão aprender a fazer isso em prol (e em substituição) dos utilizadores.

O que ficou patente nesta onda de lançamentos é que a inteligência artificial está em todos e é o fator que os distingue, não apenas através do Google Assistant mas também através de algoritmos que melhoram a câmara e machine learning nos dispositivos mais insuspeitos.

O destaque vai, obviamente, para os novos smartphones Pixel 2 e Pixel 2 XL. São a resposta da Google aos topos de gama da concorrência, o iPhone 8 e iPhone X e o Galaxy S8 e Note 8. O design é interessante: não tem entrada de áudio, por exemplo, o leitor de impressões digitais está na traseira, como fez a Samsung, e os nomes das cores parecem ser uma alfinetada à Apple – “claramente branco”, “apenas preto”, “mais ou menos azul.”

As especificações são de topo, mas o que rebenta a escala é a câmara e a integração firme com o Google Assistant. O modelo de 5 polegadas custará 649 dólares e o de 6 polegadas 849 dólares, mas nenhum estará à venda diretamente em Portugal. A alternativa é comprar online ou dar um salto a Espanha no final do ano, já que pelo menos o Pixel 2 XL estará à venda no país vizinho.

O produto mais caro desta onda de lançamentos é o Pixelbook, um Chromebook que terá uma etiqueta superior a mil euros (é 999 dólares antes de impostos). Porquê? Serve como portátil, dobra como tablet, tem todas as apps que os utilizadores gostam de usar no seu smartphone e vem com Google Assistant integrado. É um portátil híbrido, talvez a primeira tentativa a sério da Google de dar cartas com um Chromebook. Este só mesmo encomendando online, já que estará limitado aos EUA, Reino Unido e Canadá. Tem três configurações, até 16GB de RAM, 512 GB SSD e core i5 ou i7. Quem quiser pode comprar a Pixelbook Pen, uma caneta digital inteligente com funcionalidades interessantes e associadas, mais uma vez, ao Google Assistant.

Os outros produtos são os auscultadores Bluetooth Pixel Buds, que com o Assistant conseguem traduzir em simultâneo para 40 línguas (159 dólares); a câmara mãos livres Google Clips, que reconhece os utilizadores e tira fotos e vídeos sem som de forma automática e inteligente; o Google Home Mini e Home Max, duas adições aos altifalantes domésticos que competem com o Amazon Echo; e ainda a nova versão dos óculos de realidade virtual Daydream View.


Publicado em:

Mobilidade

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