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Inteligência artificial: mudança de paradigma no mundo do armazenamento

Israel Serrano, Country Manager, INFINIDAT

Publicado em 29 Março 2019 | 237 Visualizações

Tapes, discos amovíveis, discos rígidos, drives SSD … como o mercado de armazenamento mudou nos últimos anos! E não fica por aqui. À medida que avançam as tecnologias e aparecem novos conceitos como o da inteligência artificial (AI), a forma como os dados são armazenados também está a ficar mais inteligente e mais eficiente, flexível e de baixo custo para as empresas que precisam de armazenar de forma fiável volumes de dados cada vez maiores (à escala Petabyte).

A verdade é que as empresas têm agora ao seu dispor uma ótima opção – embora por vezes um pouco confusa. Mas, afinal, como pode a inteligência artificial ter um impacto decisivo no armazenamento atual?

Os gestores de TI querem que os dados sejam armazenados em meios rápidos que garantam o acesso instantâneo e em qualquer momento às informações. Mas quão sensato é armazenar sempre todos os dados nos meios mais potentes? A arquitetura do Flash é muito mais rápida que as unidades de disco SAS, mas também é muito mais cara. Além disso, não parece fazer muito sentido armazenar todos os dados em Flash, pois a maioria destes não é usada com frequência. Já para não falar que muitos dados têm que ser armazenados por um longo período de tempo devido a questões de conformidade e, por vezes, são necessários para análises de longo prazo. Mesmo os ficheiros de backup não precisam de ser armazenados em unidades Flash, pois só entram em ação nos processos de restauro. Tendo em conta todo este cenário, os gestores de TI devem manter uma vigilância constante sobre as suas estratégias de gestão de dados, a fim de determinar qual é, afinal, o meio de armazenamento mais indicado para cada caso.

Gestão manual: muito tempo, muitos custos

Até agora, uma série de políticas era usada para determinar exatamente quais dados a armazenar e onde. Essas políticas foram definidas desde o início, no momento da criação das estruturas correspondentes, e permaneceram praticamente na mesma, ainda que pequenas modificações fossem feitas durante as atividades operacionais da empresa. Hoje, no entanto, a quantidade e, acima de tudo, a natureza dos dados muda sem parar. No passado, os dados eram padronizados de forma abrangente, principalmente devido às capacidades e funcionalidades limitadas dos sistemas de então. Hoje em dia as coisas são diferentes: a constante configuração manual das políticas é cada vez mais complexa e, cada vez mais, depende da intervenção de pessoal técnico, que, por sua vez, já não consegue realizar eficazmente outras tarefas mais importantes e mais estratégicas para o negócio.

Portanto, a questão fundamental é: como resolver esse dilema? E é neste ponto que entra em cena uma das tecnologias que mais interesse está a gerar no setor – a inteligência artificial. Com base numa metodologia de automação, as parametrizações podem ser feitas segundo a segundo e sem a necessidade de intervenção manual, permitindo também um armazenamento mais económico. Através de técnicas de machine learning, os mecanismos de IA podem avaliar o comportamento dos utilizadores em relação a tipos específicos de dados e a natureza do seu acesso, além de atribuir locais de armazenamento com base nesses dados. Permite, também, projetar padrões de acordo com os quais os acessos são realizados, para controlar o comportamento de uso futuro. Por último, mas não menos importante, a IA também pode servir para fazer previsões sobre a memória e o desempenho que serão necessários no futuro, o que ajudará no planeamento de infraestruturas e orçamentos. O objetivo é claro: evitar o uso de recursos desnecessários.

Tecnologia de cache neural: decisões mais inteligentes

Este é o modelo que segue uma das aplicações mais inovadoras da inteligência artificial – a tecnologia de cache neuronal, que consiste na utilização de algoritmos de machine learning que localizam padrões de acesso a dados e alocam recursos à medida das necessidades. Isto permite que o sistema decida por si mesmo que dados são relevantes para o acesso das aplicações dos utilizadores. Os dados usados ​​com frequência são automaticamente armazenados na RAM (muito mais rápido do que o Flash), enquanto que no flash são guardados os chamados dados “quentes”, enquanto os dados usados com menos frequência são armazenados em drives SAS muito mais económicas.

A Inteligência Artificial (AI) baseia-se na análise de grandes conjuntos de dados e na identificação de padrões. É, por isso, um importante aliado para os gestores de TI porque ajuda a reduzir os custos de armazenamento, o que é fundamental para os seus orçamentos, e liberta fundos e recursos para investir na inovação e transformação de que o crescimento da empresa depende.


Publicado em:

Opinião

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