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ISQ trabalha para um agricultura mais inteligente

Publicado em 21 Abril 2020 | 403 Visualizações

Como em vários outros setores de atividade, também na agricultura, termos como Inteligência Artificial, Big Data, Machine Learning e Internet das Coisas estão na ordem do dia. É o mundo digital a revolucionar o que cultivamos, como e quando o devemos fazer, ao mesmo tempo que grante vantagens várias relacionadas com a diminuição de perdas, aumento de produção, rastreabilidade e precisão.

Consciente desta realidade mas também de o facto de o setor agrícola enfrentar vários desafios relacionados com a crescente variabilidade das condições climáticas – diretamente associada à dinâmica do crescimento das culturas, saúde vegetal, doenças e influxos de pragas – o ISQ tem vindo a desenvolver soluções que visam o fornecimento de recursos e serviços tecnológicos de apoio à decisão para uma agricultura sustentável e inteligente, através do projeto InteliCROP – ESA SMALL ARTES que ajuda também a elaborar ações preventivas contra problemas fitossanitários.

Pedro Matias, presidente do ISQ, explica que está em causa a necessidade «de melhorar a monitorização de variáveis agrícolas, fornecendo informações e previsões confiáveis ​​sobre a produção, indicadores agrícolas, índices de vegetação, ou riscos fitossanitários, com a devida antecedência, para facilitar respostas e planeamento de contingência que possam proteger as culturas».

Com a plataforma integrada InteliCROP é ainda possível «potenciar as capacidades dos métodos de observação da Terra e métodos de inteligência artificial, o que vem permitir identificar padrões e correlações em dados agro-climáticos específicos para mapeamento de ocorrências na agricultura», referiu também Pedro Matias .

Esta solução do ISQ destina-se a agricultores, técnicos agrícolas, cooperativas ou associações e direções regionais, bem assim como consultores, institutos de pesquisa ou mesmo companhias de seguros.

Outro exemplo de inovação na agricultura, consiste na transferência de conhecimento científico e tecnológico para a promoção da competitividade da Região Norte, nomeadamente do tecido empresarial. Através do projeto MAIS Tec – um consórcio constituído pelo ISQ, SANJOTEC, Universidade de Aveiro e Tecminho – é possível alinhar com a especialização presente na região Entre o Douro e o Vouga, apostando na transferência de conhecimentos científicos e tecnológicos do sistema de I&I para as empresas.

Mas a investigação de ponta também pode ser aplicada a estufas através de um dispositivo IoT desenvolvido pelo ISQ e uma plataforma digital para a monitorização de estufas: a SmartGreenHouse. O objetivo «é contribuir para uma agricultura sustentável por via do aumento do conhecimento dos meios de cultura e variáveis intervenientes», revela o ISQ.

«O dispositivo IoT permite medir em tempo real diversos indicadores, como temperatura, humidade do ar, luminosidade, humidade no solo (cultura em substrato), electrocondutividade da solução de irrigação (cultura em hidroponia), pH da solução de irrigação (cultura em hidroponia), CO2, O2 e qualidade do ar», explica Pedro Matias.

Os dados medidos são depois enviados via wireless para uma base de dados integrada na plataforma digital que permite visualizar o histórico de dados, monitorizar em tempo real as variáveis medidas, ou implementar modelos avançados para processamento e análise de dados. Os resultados são disponibilizados num interface web, com possibilidade de serem igualmente apresentados numa aplicação android.


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