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Nuvem, cibersegurança e analítica no top de investimentos públicos

Publicado em 24 Janeiro 2018 por Ntech.news - Ana Rita Guerra | 427 Visualizações

Mais dinheiro e orçamentos adicionais no sector público serão dedicados este ano a três áreas tecnológicas: serviços na nuvem, cibersegurança e analítica. Na rubrica poupança de custos, o segmento prioritário é a infraestrutura de centros de dados.

Estas são as conclusões de um novo relatório da Gartner, “2018 CIO Agenda Survey”, que comsultou as prioridades dos diretores de tecnologia de 98 países para 2018, incluindo 461 CIO governamentais. A pesquisa indica que, no sector público, 16% dos CIO planeiam aumentar os gastos em business intelligence e analítica, com 6% a referir gestão de dados. Sem surpresa, a transformação digital é a maior prioridade para todos eles, seguida da segurança e da governança.

«A transformação digital gira em torno dos dados. Para serem bem sucedidos, os CIO do sector público têm de se focar em expandir as suas capacidades de dados e analítica e em criar uma cultura que coloca os dados no centro, ao aumentar a disponibilidade de dados e API abertos para uso interno e consumo público», sublinha Rick Howard, vice presidente de pesquisa da Gartner. «Construir uma infraestrutura de analítica de dados é fundamental para melhorar os resultados dos programas de governo e os serviços dirigidos aos cidadãos.»

Um ponto interessante é que esta questão da transformação digital é mais importante para governos que para outras indústrias, aparecendo com primeira prioridade para mais CIO públicos que privados (a exceção é agências de defesa e inteligência, que colocam menor ênfase nesta questão). No sector privado, a transformação digital é a segunda prioridade, depois do crescimento e quota de mercado.

Nos governos, as prioridades seguintes são a segurança e risco, governança e regulações e melhorias tecnológicas. «Os CIO públicos têm prioridades em conflito – trazer mudanças que vão transformar as suas organizações ao mesmo tempo que perseguem prioridades orientadas para a conformidade», analisa Howard. Terão de trabalhar com outros líderes de negócio para chegarem a um equilíbrio entre risco e inovação.

Tecnologias de topo

Para atingir os propósitos/missão das organizações públicas, as tecnologias de topo são nuvem e analítica, seguidas de infraestruturas/centros de dados (no caso da administração pública central a terceira prioridade muda de centros de dados para CRM).

O sector público tem especificidades que se refletem nesta questão e diferenciam de outros sectores. Por exemplo, a inteligência artificial é uma prioridade para o sector privado, mas não para os CIO governamentais. O mesmo acontece com a Internet das Coisas, que está no top 10 de todas as indústrias mas não na administração pública. Há exceções ao nível da administração local, relacionadas com projetos de cidades inteligentes, e entre agências de segurança, que usam sensores para monitorizarem atividades.

O analista da Gartner aconselha os CIO públicos a considerarem a nuvem como forma de acelerar a digitalização das organizações e otimizarem os processos, no contexto de estratégias de redução da dívida pública e eficiências operacionais.

No que toca a novos investimentos, como referido, as quatro prioridades são nuvem, cibersegurança e analítica, seguidos de infraestrutura de centros de dados (em que o foco é conseguirem custos mais eficientes). Marketing digital, gestão de dados, comunicações, redes, desenvolvimento de aplicações e software aparecem mais ao fundo, com percentagens mais modestas.


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