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O poder dos dados e da automação na transformação das operações

Publicado em 26 Novembro 2018 por Ana Rita Guerra | 131 Visualizações

A automação e analítica de dados estão a mudar a forma como as empresas encaram as operações de TI, levando-as para uma era de tempo real. É o que conclui o novo estudo IT Operations Readiness Index, da Cisco, que identifica quatro níveis de maturidade das operações de TI: Reativo, Proactivo, Preditivo e Preventivo.

A pesquisa tem uma grande variedade de indicadores interessantes, resultado de um inquérito a 1500 gestores de TI de empresas médias e grandes de todo o mundo. Um dos números que a Cisco destaca é o facto os departamentos de TI alocarem a maior fatia (78%) dos seus orçamentos a manter o funcionamento do negócio, com pouco espaço para inovarem e para darem prioridade à transformação – embora já haja empresas neste estágio.

Segundo o estudo, as organizações mais maduras (nível “Preventivo“) reúnem dados de mais áreas da sua infraestrutura, realizam mais análises e apoiam-se na automação. Chegar a esse níve de maturidade implica a utilização de indicadores de dados, de forma a prever ocorrências, e da automação para realizar alterações contínuas e manter um estado ideal dos processos. A pesquisa identificou neste nível 14% do total de empresas.

«Terminaram os dias em que os gestores de TI se apoiavam nos relatórios mensais desatualizados e em horas extra de tarefas manuais operacionais para oferecer resultados face à crescente complexidade da infraestrutura», comenta o vice presidente mundial de IoT, Blockchain, IA e Incubação da Cisco, Joseph Bradley. O responsável explica que «as TI podem funcionar em tempo real, serem preditivas e confiarem na informação detalhada para poderem oferecer um valor estratégico verdadeiro à sua empresa e aos seus clientes» se forem alimentadas por dados e potenciadas pela automação.

Mais de um terço dos inquiridos (40%) disse, de facto, que já dependem em grande parte dos dados operativos de TI para a tomada de decisões empresariais. Outro dado relevante: 88% dos gestores afirmaram que o investimento em operações de TI nos últimos 12 meses melhorou a satisfação dos clientes externos, enquanto 89% salientou progressos na inovação.

Bradley salienta que as organizações que vão avançando ao longo do modelo utilizam cada vez mais os dados para olhar para o futuro. «Através da analítica e da automatização, os CIO podem evoluir desde uma reação às cegas antes dos acontecimentos – por exemplo, interrupções – até uma supervisão e otimização contínua das suas infraestruturas com base em previsões de futuras necessidades», frisou o responsável. Com esta capacidade, os gestores conseguem oferecer resultados estratégicos para o negócio. No final, a mudança torna-se «algo possível de controlar.»

O relatório completo, em inglês, pode ser lido aqui.


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