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O que faz uma Happiness Manager? Mariana Moura explica o novo cargo da PHC

Publicado em 9 Outubro 2020 por Cristina A. Ferreira - Ntech.news | 1960 Visualizações

Mariana Moura PHC

A felicidade dos colaboradores não é uma preocupação nova no discurso da PHC. Quem viu apresentações do CEO da empresa, Ricardo Parreira, nos últimos anos está familiarizado com a importância do tema para a software house portuguesa. 

As novas instalações que a PHC está a construir em Lisboa serão aliás uma das principais «obras» da empresa, para implementar uma cultura que quer levar a felicidade para a espinha dorsal da organização. Só serão inauguradas no primeiro trimestre de 2021 mas foram anunciadas logo que a construção se iniciou, para revelar que seriam muito mais do que um espaço de trabalho e para deixar claro que esta é uma aposta central para a empresa de software de gestão, aqui viabilizada por um investimento de 12 milhões de euros. 

Neste novo espaço a tecnológica promete redefinir o modelo de local de trabalho, com um novo conceito de escritório. Mas o trabalho neste domínio já vai adiantado e Mariana Moura é o novo rosto da equipa que se dedica a fazer do conceito de «Best Experience at Work» mais do que um chavão. 

Best Experience at Work: um chavão ou mais do que isso?

A empresa anunciou no final de setembro a sua nomeação para o novo cargo de Happiness Manager. Na bagagem traz a experiência de gerir a área de Groups & Events do EPIC SANA Lisboa, uma passagem pela área de animação cultural e lúdica do Penha Longa Resort e formação em Gestão do Lazer e Animação Turística pela Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril. 

E a pergunta impõe-se: afinal o que faz uma Happiness Manager? Mariana tem o cuidado de começar a explicação sublinhando que não está sozinha na missão. Trabalha com uma equipa alargada e integrada na unidade de recursos humanos, para continuar a enraizar o tal conceito de Best Experience at Work em todas as atividades e momentos da vida da PHC. «Desde o on boarding de um novo colaborador, passando por cada processo no dia-a-dia, até ao fim, se houver fim», explica. 

A função de Happiness Manager está integrada na divisão de recursos humanos da software house portuguesa

O maior projeto que a responsável tem em mãos neste momento é o lançamento das novas instalações da empresa em Lisboa e a operacionalização de toda a dinâmica de trabalho que a PHC lá quer implementar. Em paralelo, a sua missão passa por aprofundar um conjunto de práticas que a empresa já tem no terreno e que incluem a monitorização regular dos índices de felicidade dos colaboradores (através de questionários e diferentes métricas), a promoção de iniciativas que fomentem o espírito de pertença ao grupo e a identidade PHC, procurar parcerias ou pesquisar tendências. 

Criar impacto emocional na vida dos colaboradores 

Todas estas tarefas culminam para um mesmo objetivo, que é o de «trabalhar para criar um maior impacto emocional nas nossas vidas» enquanto «PHCs», defende Mariana Moura, lembrando que mesmo durante o confinamento que impôs o trabalho à distância, a empresa manteve-se ativa neste domínio. Uma das ações organizada foi um concerto online, que se converteu num serão para toda a família. Os artistas de serviço foram os próprios colaboradores. 

Mariana Moura sublinha, no entanto, que estas iniciativas pontuais, como os eventos ou os  protocolos, são apenas parte de uma estratégia que assenta em projetos estruturais, pensados e desenhados para repercutir efeito a diferentes níveis e dimensões da vida na empresa, sempre em linha com a cultura e os valores PHC. 

A nova sede no Porto, inaugurada este ano, pretende ser disso exemplo. Não se nega aí a inspiração nas Googles e Facebooks deste mundo, denunciada pelas mesas de matraquilhos ou de ping-pong na área de lazer, pelos cantos de leitura ou pelas pequenas cabines para trabalhar em silêncio quando o open space não permite.

A inspiração de Sillicon Valley

É aliás assumido que os responsáveis da PHC andaram por Silicon Valley e que por lá «viram vários exemplos e concluíram que está tudo ao nosso alcance», refere Mariana Moura. Basicamente, perceberam que é possível aplicar a fórmula a uma software house portuguesa e transformar não só o espaço, mas toda a forma de trabalhar da empresa sem perder uma identidade própria.       

Mariana Moura passou pelo EPIC SANA Lisboa e pelo Penha Longa Resort antes de chegar à PHC

O retorno deste investimento é para a PHC óbvio e quantificável. Mariana Moura aponta o crescimento sucessivo e record das vendas ao longo dos últimos cinco anos, como um resultado inequívoco da aposta da PHC na felicidade dos colaboradores e na consolidação de um espaço de trabalho onde as pessoas se sentem bem e motivadas. E admite abertamente: «para nós a felicidade é lucrativa».   

O tema da felicidade, como já se disse, é trabalhado desde o primeiro dia de um novo colaborador. Quando alguém entra na empresa «todos sabem quem é aquela pessoa e como podem ajudar», refere a responsável, partilhando a sua própria experiência e garantindo que este é um elemento fundamental para que cada colaborador se sinta parte da equipa desde o primeiro dia. 

Gerir a felicidade no dia-a-dia

No dia-a-dia as estratégias para acompanhar o estado de espírito de cada colaborador continuam, com cada membro da equipa a receber pequenos questionários desencadeados pelo software em momentos diferentes da semana para aferir como se sente. 

As iniciativas genéricas que estes dois exemplos ilustram são complementadas com programas mais focados, direcionados a equipas, como aquele que dá espaço a cada membro da equipa para se dar a conhecer e falar da infância.     

Os resultados são animadores mas a empresa quer chegar mais longe e aposta forte nas novas instalações

As métricas que no terreno vão aferir o impacto real destas e outras ações nos índices de felicidade dos colaboradores são várias, mas convergem no resultado e apontam para níveis de felicidade elevados, assegura Mariana Moura. 

Os resultados deixam a equipa e a nova Happiness Manager satisfeitos, mas o desafio não se esgotou e os holofotes estão agora apontados às novas instalações de Lisboa, onde vão ser colocadas em prática novas ideias e conceitos. A história continua no primeiro trimestre de 2021…              


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