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O que podem a IA, a blockchain e o IoT fazer pela alimentação mundial? Tudo, diz a IBM

Publicado em 19 Fevereiro 2019 | 176 Visualizações

A IBM aproveitou o evento Think 2019, palco onde apresenta todos os anos algumas das tendências mais disrutivas dos seus esforços de investigação, para alinhar cinco grandes tendências. Prometem mudar o que comemos, como comemos e com que consequências.

O crescimento da população mundial e o anunciado esgotamento do ecossistema alimentar como o conhecemos dão o mote. A inteligência artificial, a blockchain, o IoT e a cloud dão as fórmulas para reescrever a história e encontrar novas soluções, que prometem mudar radicalmente a cadeia de abastecimento alimentar nos próximos cinco anos, com inovações significativas.

A pergunta que se impõe é: como? A IBM traçou uma visão da forma como estas tecnologias vão impactar a alimentação mundial e identificou mudanças profundas em cinco momentos distintos, desde que as sementes chegam à terra, até à altura de nos livrarmos do lixo orgânico. É precisamente nestes cinco momentos que cientistas da empresa têm concentrado esforços para encontrar soluções novas e mais eficientes:  

Das sementes…

A big blue defende que «um gémeo digital da agricultura vai ajudar a alimentar uma população crescente recorrendo a menos recursos». Este digital twin, vai tirar partido da inteligência artificial para digitalizar todos os detalhes do processo agrícola (da qualidade do solo, às competências de condução de um trator, passando pelo preço do melão). Este será o caminho para prever com precisão a rentabilidade das colheitas e dar acesso a crédito bancário a agricultores que hoje estão excluídos dessa possibilidade, por estarem em zonas remotas ou pela sua escala, dando-lhes oportunidade para crescer, acredita a empresa.

Às colheitas…

«A blockchain irá impedir que os alimentos sejam desperdiçados». Para a IBM passa por esta tecnologia a capacidade de reduzir o desperdício alimentar e garantir que aos supermercados chegam produtos mais frescos, já que só ela terá capacidade para garantir que cada participante nesta cadeia de valor, dos agricultores aos fornecedores, vai «saber exatamente a quantidade que deve plantar, encomendar e enviar». Combinar blockchain, com dispositivos IoT e algoritmos de IA reforçará este potencial.

Às prateleiras….

«Mapear o microbioma irá proteger-nos das bactérias prejudiciais». Técnicas avançadas e soluções baseadas em IA vão acelerar e tornar mais barata a análise do comportamento dos micróbios que coexistem ao longo da cadeia de abastecimento alimentar. Isto irá traduzir-se numa melhoria significativa na segurança do que consumimos, defende a IBM.

À mesa…

«Sensores de IA irão detetar agentes patogénicos alimentares em casa», antecipa também a empresa. «Os agricultores, os processos de produção e os pontos de venda – em conjunto com os milhões de utilizadores domésticos – vão poder detetar sem esforço as bactérias perigosas dos alimentos». Num futuro onde caiba este cenário, a IBM acredita que estas ferramentas estarão disponíveis a partir de um simples telemóvel, ou outro dispositivo com sensores de IA. Os investigadores da empresa já estão a criar sensores de inteligência artificial capazes de detetarem agentes patogénicos transmitidos por alimentos. Espera-se que venham a contribuir para reduzir de dias para segundos os resultados de testes para identificar bactérias como a E. coli ou as Salmonellas.

Ao lixo…

«Um novo processo de reciclagem radical irá dar uma nova vida ao plástico antigo».

Reciclar será cada vez mais a tendência, defende-se. De pacotes de leite, a caixas de bolachas, passando por sacos do supermercado e roupas e tudo graças a novas técnicas de reciclagem e a determinadas matérias-primas, como o poliamida, um tipo de plástico que permite reciclar tecido e dar-lhe uma nova utilidade. «Esta transição será impulsionada por inovações como o VolCat, um processo catalisador que digere certos plásticos (chamados poliamida) numa substância que pode ser alimentada diretamente nas máquinas de fabrico de plástico e fazer novos produtos», detalha a IBM.

A empresa também fez um vídeo onde se colocam «na mesa» os desafios que a alimentação mundial hoje representa e os caminhos que podem ajudar a resolvê-los.

IBM 5 in 5 – As inovações que vão mudar a cadeia de abastecimento alimentar nos próximos cinco anos



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Atualidade

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