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Opensoft reforça aposta nos PALOP

Publicado em 21 Maio 2020 | 218 Visualizações

Olhar para os mercados além-fronteiras é a intenção da Opensoft que anunciou uma aposta na internacionalização ao longo deste ano. De acordo com a empresa, trata-se de «aplicar a sua experiência em projetos de digitalização de serviços, com especial enfoque nos países de língua oficial portuguesa».

Em entrevista ao Ntech.news, José Vilarinho, CEO da Opensoft explicou que, sem ter em conta o idioma, «um dos aspetos que aproxima Portugal dos PALOP é a similaridade em termos de legislação e mecanismos de governação (fiscais e aduaneiros, por exemplo) implementados em cada país».

Assim sendo, esta proximidade «permite à Opensoft oferecer a estes países soluções robustas, baseadas em experiência previamente adquirida em Portugal e com excelentes resultados alcançados, o que contribui para uma redução do risco na decisão de recorrer a uma solução estrangeira». Neste caso, «o SAFTPRO, solução desenvolvida e comercializada pela Opensoft, é um exemplo disso».

A tecnológica portuguesa pretende ainda reforçar a rede de parceiros e aumentar o número de colaboradores, privilegiando a formação e a partilha de conhecimento entre as equipas.

José Vilarinho explica que os parceiros «servem essencialmente para complementar a oferta» da empresa. Na verdade, por vezes, «há soluções mais abrangentes que precisam de especialistas em outras áreas além da tecnológica, por exemplo na parte legal e jurídica ou financeira» sendo que nestes casos, a Opensoft conta «com parceiros para executar as tarefas que não fazem parte das valências» que têm.

Em regra, a empresa trabalha «com parceiros locais na prospeção dos negócios internacionais» com o intuito de assegurar apoio «no conhecimento do mercado e procedimentos locais». 

No que diz respeito à contratação de novos profissionais para a equipa, o CEO da Opensoft explica que estas «são feitas exclusivamente em Portugal». Atualmente, a empresa conta com «cerca de 65 colaboradores» e até ao final do ano pretende «contratar 12 novos colaboradores para a área técnica, essencialmente engenheiros».

A Opensoft promete ainda o lançamento de novos serviços de big data, machine learning e segurança de informação.

Entre os projetos desenvolvidos em 2019, destaque para o trabalho no Ministério das Finanças de Cabo Verde que abriu as portas do mercado africano à tecnológica nacional.

José Vilarinho adianta que, atualmente, «o negócio internacional na Opensoft está a crescer, especialmente nos PALOP» pelo que, para este ano a perspetiva é que «aumente, não obstante» se pretenda «continuar a apostar no mercado nacional onde a base de clientes é maior e mais fiel».

No final do 2021, José Vilarinho aponta que «o negócio internacional da Opensoft chegue aos 25%».

Aproxima-se um novo normal

E agora que o país entra num período pós-COVID, o responsável máximo da Opensoft acredita que a grande mudança «será, certamente, nos modelos de trabalho». Na verdade, o teletrabalho que, neste momento, é visto como algo provisório, «lentamente irá instituir-se como norma». Assim, sendo «as empresas terão de repensar a forma como adquirem serviços tecnológicos, passando a fazê-lo cada vez mais com o foco nos resultados e não no volume de trabalho».

Diz José Vilarinho que «as empresas que generalizarem o teletrabalho vão ter uma oportunidade para repensarem o espaço que necessitam para as suas instalações (e isso terá um impacto direto nos custos)». Por outro lado, as empresas «precisam também de ter planos de continuidade de negócio que garantam o seu funcionamento durante eventos inesperados que possam surgir no futuro».

Para isso, o CEO da Opensoft fala na necessidade de «avaliar o que correu bem e menos bem durante as medidas impostas por este surto» sendo que «esta também é uma oportunidade para flexibilizar a forma de prestar serviços, uma vez que a contratação de novos recursos passará a ser cada vez mais independente do mercado onde o serviço é prestado».

Por outro lado, as empresas «terão também de investir mais em ferramentas de suporte à atividade em modo de teletrabalho e, eventualmente, na segurança da sua infraestrutura tecnológica», disse ainda o mesmo responsável.   


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Negócios

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