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Pequenas empresas falharam na informação aos colaboradores sobre cibersegurança

Publicado em 9 Junho 2020 | 228 Visualizações

Segurança Informática

O número de pequenos negócios que disponibilizam condições aos colaboradores para o trabalho remoto é baixo, mas entre as que o fazem, a grande maioria não fornece informação adequada às equipas para que possam trabalhar em segurança, nem define requisitos ou regras.

A conclusão é da Kaspersky e consta de um estudo onde se apurou que só 34% das pequenas empresas que permitiram o trabalho a partir de casa, durante o período de confinamento, deram instruções aos colaboradores sobre medidas de segurança a seguir para minimizar riscos.

Entre estes requisitos admitiam-se questões como a existência de uma solução anti-malware ativa, a utilização de passwords fortes e únicas em dispositivos e routers Wi-Fi, ou a atualização regular do sistema operativo.

Como frisa a Kaspersky, fixar este tipo de exigência faria todo o sentido, tendo em conta que 35% dos colaboradores de pequenas empresas também admitiram ter começado a guardar mais informação corporativa sensível e valiosa nos equipamentos pessoais e em serviços de armazenamento de dados na cloud (25%), durante o período.

A pesquisa apurou ainda que três em cada cinco colaboradores de pequenas organizações (57%) não recebeu dispositivos de trabalho da entidade empregadora. De um modo geral, na totalidade das empresas inquiridas, de várias dimensões, isto reflete uma tendência mais elevada para esta prática nos pequenos negócios. Globalmente nas empresas inquiridas, o trabalho remoto com dispositivos pessoais foi uma realidade para 45% dos colaboradores.

«As pequenas empresas estão a enfrentar circunstâncias difíceis, devido à pandemia, sendo a sua primeira prioridade salvar o negócio e o posto de trabalho dos seus colaboradores. Por isso, não é com surpresa que vimos a cibersegurança vir em segundo plano», reconhece Andrey Dankevich, Senior Product Marketing Manager, B2B Product Marketing da Kaspersky.

«No entanto, a implementação de requisitos básicos de segurança informática pode diminuir as hipóteses de infeção por malware, de pagamentos comprometidos ou de perda de dados empresariais», alerta o responsável.


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