Partilhe nas Redes Sociais

PME portuguesas acima da média no investimento em novas tecnologias

Publicado em 15 Fevereiro 2018 por Ntech.news - Ana Rita Guerra | 601 Visualizações

As pequenas e médias empresas portuguesas estão acima da média europeia no que toca a investimentos em novas tecnologias para os locais de trabalho. Enquanto 51% das PME europeias estão a investir para responderem às tendências e oportunidades, nas empresas portuguesas a percentagem sobe para 60%. São dados de um novo estudo da Ricoh na Europa, que incluiu 1608 diretores de PME, incluindo 77 portugueses.

As tecnologias que os decisores das empresas portuguesas consideram mais importantes são as de automação (68,8%), análise de dados (70,1%), gestão documental (74%) e sistemas de videoconferência (64,9%).  Dois terços (67,6%) dos inquiridos portugueses situam a tecnologia no centro da capacidade da sua organização, sendo que os departamentos em que consideram prioritária a introdução de novas tecnologias são Finanças (57,1%), Marketing (49,4%) e de Operações (41,6%).

«As PME portuguesas parecem ser, em alguns casos, mais ambiciosas que as europeias», afirma Ramon Martin, CEO da Ricoh Portugal e Espanha. «Dadas as condições complexas do mercado, os líderes empresariais estão ansiosos por identificar novas oportunidades a tempo e obter a máxima recompensa. Sabem que a agilidade é vital para capitalizar as alterações do mercado e dão valor ao papel que a tecnologia desempenha neste contexto». O executivo acrescenta que a agilidade é uma das prioridades, que os diretores de pequenas empresas não acreditam que seja algo exclusivo dos grandes players.

De facto, a 86% dos diretores das PME europeias dizem estar focados na melhoria da agilidade empresarial, com os portugueses alinhados (81,9%). Além disso, 52% das PME europeias consideram que a não renovação de tecnologias poderá levar a um fracasso no local de trabalho a cinco anos. Em Portugal a percentagem é um pouco mais elevada: 61,1% dos inquiridos concordam com esta projeção.

«Os diretores das PME portuguesas escolhem priorizar o investimento nas ferramentas que terão um impacto real e positivo nos resultados finais», acrescenta Martin. «Aqueles que ainda não o fizeram, devem ponderar cuidadosamente como a tecnologia pode permitir aos seus colaboradores trabalhar mais rápido e de maneira inteligente, fazendo com que o seu negócio seja mais ágil. Se não o fazem, correm o risco de ficar para trás», avisa.

Obstáculos à inovação

Uma segunda parte do estudo identifica três questões que estão a bloquear o desenvolvimento tecnológico das PME: rigidez dos processos regulamentares, hierarquia dentro da empresa e tecnologia insuficiente. 

No primeiro caso, os diretores queixam-se da excessiva regulação dos governos e dizem que o excesso de precaução leva a que prestem menos atenção aos processos internos.

A segunda questão prende-se com a hierarquia: 35% das pessoas consultadas afirmam que a estrutura interna da empresa muitas vezes impede a capitalização das alterações do mercado. Por último, as PME consideram que a tecnologia que têm à disposição em alguns casos é insuficiente; já 37% das empresas fala da falta de recursos para investir em novas tecnologias, o que as obriga a selecionar os investimentos de forma mais inteligente.

 


Publicado em:

Atualidade

Etiquetado:

estudoPMERicoh

Partilhe nas Redes Sociais

Artigos Relacionados