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Portugal, um potencial destino de nearshore

José Oliveira, CEO da BI4ALL

Publicado em 25 Outubro 2017 | 218 Visualizações

O nearshore é um tema cada vez mais debatido a nível global. E, várias são as empresas que têm vindo a apostar em disponibilizar este tipo de serviço aos seus clientes. Portugal tem uma significativa percentagem de profissionais na área das tecnologias de informação, com uma elevada capacidade de adaptação e utilização de novas tecnologias, sendo já um país reconhecido, globalmente, por grandes empresas que competem no mercado internacional.

Desta forma, Portugal apresenta mais vantagens do que desvantagens, enquanto destino para instalar centros de serviços tecnológicos.  Com o objetivo de otimizações de custo, as empresas têm vindo a utilizar o offshore para muitos dos projetos e serviços que necessitam, no entanto, este modelo funciona melhor em alguns setores do que outros.

Ao longo do tempo, este modelo mostrou algumas desvantagens, nomeadamente a falta de profissionais disponíveis com conhecimentos técnicos suficientes, problemas com questões de língua nas atividades diárias (chamadas de vídeo e áudio, por exemplo), dificuldade em envolver as equipas em sessões presenciais em períodos críticos de projetos, bem como a questão das diferenças culturais e instabilidade nos países de origem desses profissionais.

Assim, dada esta realidade, muitas empresas deslocaram e estão a deslocar essas funções para locais mais próximos, sobretudo, aquelas que exigem mais interação com as equipas e áreas de negócio, bem como conhecimentos mais técnico. Desta forma, essas mesmas empresas estão, por um lado, preocupadas em reduzir os custos, mas, por outro, não deixam de lado a qualidade dos produtos e serviços apresentados.

Posto isto, Portugal, dada a sua localização estratégica, é cada vez mais uma opção para a instalação de centros de competências e prestação de serviços ao nível das tecnologias de informação. Esta escolha, deve-se a diversos fatores, que vão desde as elevadas competências das equipas, qualidade técnica, capacidades linguísticas, flexibilidade, adaptação, excelente capacidade do tempo de resposta, bem como o valor competitivo face a outros países, localização geográfica, nível de segurança aqui existente.

Outra vantagem, é o facto de Portugal apostar cada vez mais no desenvolvimento de infraestruturas e comunicações, como a cobertura de banda larga e as redes de nova geração, bem como no incentivo à inovação, investigação e desenvolvimento, o que permite uma oferta de serviços bastante competitiva.

Além do atrativo valor dos serviços em Portugal, existem outros fatores que contribuem para que o nosso país seja uma opção rentável, como por exemplo, os custos de escritório, hotéis e restaurantes. Estes, juntamente com o clima favorável, em tudo contribuem para uma crescente vontade dos executivos estabelecerem aqui a sua base.

Assim, podemos facilmente entender que não é apenas um fator que faz com que as empresas escolham Portugal como o local perfeito para instalar os seus escritórios em nearshore, mas sim pela oferta de um conjunto de vantagens que o nosso país oferece.

De forma a responder às novas exigências do mercado, os Centros de Competência vêm proporcionar cada vez mais vantagens aos clientes, nomeadamente, nos serviços que são prestados, ou seja, permitir, ao cliente, a redução de custos, melhorar o tempo de resposta (time-to-market), trabalhar com equipas experientes, flexíveis e com capacidades linguísticas e, assim, operar de forma mais eficiente.

Cada Centro de nearshore tem a sua própria organização e gestão para otimizar a partilha de conhecimentos, promover as melhores práticas e criar as melhores metodologias. O Centro de nearshore é uma iniciativa estratégica que disponibiliza os recursos adequados aos clientes on demand, com processos de excelência relacionados com a segurança, garantia de qualidade e envolvimento.

O principal desafio do modelo de nearshore está relacionado com a tendência natural para trabalhar com equipas locais em vez de equipas remotas, bem como a crescente concorrência de países com custos equivalentes aos de Portugal, o qual é combatido, através do trabalho de excelência, do foco na criação de valor, pela oferta do best of breed e pelo elevado nível de competências das equipas, criando assim uma oferta diferenciadora e muito competitiva no mercado.

Acreditamos que este é um caminho para o desenvolvimento de Portugal e para a criação de empregos qualificados e com capacidade de acrescentar valor. Em simultâneo, promovem-se as qualificações de talentos portugueses e criam-se oportunidades e desafios muito aliciantes também para os jovens recém-licenciados.

Portugal é assim, um destino de eleição para o nearshore.


Publicado em:

Opinião

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