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Power BI: muito além de Business Intelligence

David Ferreira, BI Consultant da Gstep

Publicado em 24 Outubro 2019 | 320 Visualizações

A Era da digitalização trouxe uma cada vez maior quantidade de informação para as empresas, sejam dados relativos a clientes, funcionários ou fornecedores. Perante este cenário, e tendo as empresas a necessidade de dar uma resposta cada vez mais rápida e eficiente, torna-se fundamental que disponham de ferramentas que permitam tomar decisões mais assertivas e, consequentemente, melhorar a gestão do negócio. Nesse sentido surge mais uma ferramenta de Business Intelligence (BI), que permite a (R)evolução na forma de acesso aos dados das empresas – o Power BI.

Nos últimos anos o Power BI tem tido uma adesão exponencial, ao permitir a utilização de ferramentas de reporting por parte de utilizadores, independentemente da sua formação técnica. É um serviço de business analytics que permite fornecer uma visão sobre dados, de forma a apoiar o utilizador numa tomada de decisão rápida e fundamentada, ao possibilitar que os dados se transformem em insights e assim criar um cenário mais completo para analisar e decidir.

Mas, afinal, como funciona esta ferramenta e de que formas as empresas podem beneficiar da sua aplicação na gestão do seu negócio? Umas das suas vantagens é permitir a conexão de diferentes tipos de fontes de dados, folhas de Excel, páginas web e qualquer outro tipo de banco de dados.

O Power BI tem componentes gráficos que possibilitam ao utilizador a fácil e rápida criação de dashboards desempenhando um papel importante no momento de tomada de decisão. Outro aspeto importante, tem a ver com o facto de ser composto por uma ferramenta gratuita, o Power BI Desktop, que permite a conexão, transformação, visualização e análise de dados. Esta conexão pode ser realizada sobre múltiplas fontes, permitindo a sua combinação num modelo de dados único e que responda às necessidades analíticas do utilizador. O serviço do Power BI permite ainda a publicação e partilha dos relatórios criados no Power BI Desktop com outros utilizadores.

A aplicação desta ferramenta tem um impacto importante no dia-a-dia das empresas, sejam elas de grande, média ou pequena dimensão, permitindo, entre outros aspetos:

1 Dashboards para interação e com inúmeras possibilidades interativas de visualização;

2. Visão 360º dos dados, graças aos dashboards interativos que permitem disponibilizar informação agregada independentemente onde esta reside, on-premises ou cloud e em tempo real;

3. Análise self-service para construção dos reports com drag-and-drop num ambiente totalmente gráfico;

4. O Power BI pode ser integrado com a plataforma de dados existente (ex: Microsoft Azure, Excel ou qualquer serviço Cloud), e assim atualizar os dados da empresa automaticamente;

5. Acesso a partir de qualquer lugar com as aplicações móveis Power BI, que se atualizam automaticamente com qualquer alteração nos dados, sendo assim possível criar um relatório ou um dashboard no computador, smartphone ou tablet.

No entanto, ao trabalhar com uma ferramenta de Power BI é importante ter em atenção a escolha do método de conexão às fontes de dados, ou seja, a forma como os dados serão acedidos e armazenados no relatório. Os relatórios do Power BI podem-se conectar a diversas fontes de dados. Dependendo de como os dados são usados, estão disponíveis diferentes fontes de dados. Os dados podem ser importados ou consultados diretamente usando o DirectQuery, ou a partir de uma conexão dinâmica ao SQL Server Analysis Services.

Contudo, a escolha do método de conexão é fulcral, pois deste depende tanto a política de refrescamento dos dados como a performance dos relatórios. Além disso, esta escolha é na grande maioria dos casos um processo irreversível. Cada uma dessas formas de conexão está assim relacionada com um método em específico, e a escolha desse método depende dos objetivos do utilizador.

Por exemplo, o método import é o mais comum e compatível com qualquer fonte de dados, e consiste na extração tanto dos metadados como dos dados das fontes e o seu carregamento no ficheiro do Power BI. O método direct query é o ideal caso o utilizador pretenda aceder a dados em tempo real, apenas os metadados das tabelas são importados para o relatório e sempre que existe uma interação no relatório, é realizada uma query à base de dados. Por sua vez, o método live connection é compatível apenas com algumas fontes de dados tais como SQL Server Analysis Services e modelos de Dados do Power BI Service.

A questão que se coloca é simples: qual a melhor abordagem a seguir? A resposta depende essencialmente dos seguintes fatores: da(s) fonte(s) dos dados necessários para desenvolvimento do modelo e respetiva volumetria; da complexidade do modelo a desenvolver, da necessidade de real-time data ou não e, por fim, da capacidade do(s) servidor(es) onde a(s) fonte(s) de dados se encontram armazenadas.


Publicado em:

Opinião

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