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Ransomware marca o primeiro semestre de 2020

Publicado em 10 Julho 2020 | 167 Visualizações

Um aumento de campanhas de malware devido ao COVID-19, especificamente aquelas destinadas ao roubo de dados ou ransomware. esta é a principal conclusão do relatório elaborado pela S21sec no qual se registam ainda quase 400.000 amostras a mais em comparação com o período homólogo do ano anterior.

O «Threat Landscape Report», que analisa a evolução do cibercrime ao longo do primeiro semestre de 2020, dá conta que a equipa Intelligence da S21sec detetou 9.428 vulnerabilidades que afetaram principalmente os sistemas operativos Windows, representando mais de 57% de ameaças de alto impacto, críticas para a sobrevivência das organizações afetadas.

«É essencial, agora mais do que nunca, que comecemos a formar as pessoas em boas práticas de cibersegurança, redirecionando a cultura e a sensibilização para o uso correto dos sistemas e tecnologias» dentro das organizações defendeu Agustín Muñoz-Grandes, CEO da S21sec.

Segundo o relatório, os ataques do tipo ransomware marcaram o primeiro semestre de 2020 com um grande número de empresas, entidades estatais, indivíduos e, principalmente, o setor da saúde a serem vítimas de roubos dados.

A equipa de Intelligence da S21sec identificou seis tendências entre os operadores de ransomware. A primeira usa o ransomware “as a service”; isto é, estão alojados em servidores cloud que as organizações criminosas acedem via Internet.

A segunda revela que são implementadas diferentes tipologias para aumentar os seus benefícios. A criação de blogs para a publicação de informações na Deep Web, a união de forças entre diferentes operadores, o leilão de informações confidenciais ou objetivos específicos e cada vez maiores, representaram outras grandes ameaças no primeiro semestre de 2020.

Diz ainda a S21sec que a importância de alguns setores tornou-os alvo de ciberataques por parte de grupos patrocinados pelo estado, terroristas e outros cibercriminosos que procuram explorá-los para os seus próprios interesses políticos e socioeconómicos.

Assim sendo, além dos inúmeros ataques a hospitais, como os recentemente testemunhados na República Checa, a equipa de Intelligence da S21sec também registou um aumento nos ataques direcionados a outros tipos de infraestruturas críticas, «em concordância com a tendência crescente já observada no ano anterior».


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