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Redes ‘como serviço’: adoção cresce 41% nos próximos dois anos na EMEA

Publicado em 8 Setembro 2020 | 118 Visualizações

Em resposta à pandemia, os gestores de TI na região da EMEA agora estão a investir cada vez mais em tecnologias de rede baseadas na cloud e também em inteligência artificial (IA), como parte integrante dos seus planos de recuperação.

Os dados são de um estudo recente da Aruba, uma empresa do universo Hewlett Packard no qual é possível perceber que os gestores de TI estão a responder aos desafios associados à capacitação de uma força de trabalho altamente distribuída e à tendência do local de trabalho híbrido – com os profissionais a terem mais necessidades de se movimentar de forma fluida entre o trabalho no escritório, em casa e em trânsito – procurando desenvolver as suas infraestruturas de rede e transitando de um modelo CapEx para soluções consumidas ‘como-serviço’.

O relatório «Preparar para o ambiente de trabalho pós-pandemia» sugere ainda que a adoção de serviços de TI consumidos através de modelos de subscrição «vai acelerar em 41% ao longo dos próximos dois anos», sendo que a percentagem de empresas que adquirem a maioria das suas soluções de TI no modelo ‘como-serviço’ «crescerá em aproximadamente 74% neste período».

De acordo com Morten Illum, vice-presidente da Aruba, «o local de trabalho como o conhecíamos mudou significativamente e para cumprir as novas normas, como o distanciamento social e experiências sem contato, os escritórios precisam de contar com a tecnologia certa para oferecer conectividade, segurança e suporte de nível empresarial»

O estudo, baseado numa consulta a 2.400 gestores de TI em mais de 20 países e oito setores-chave, analisou ainda a forma como estes responsáveis responderam aos desafios que as suas empresas passaram a enfrentar por causa da COVID-19, bem como as decisões de investimento que estão a ser tomadas e os modelos de consumo a ser considerados.

Os responsáveis de TI reportam que o impacto da COVID-19 tem sido significativo tanto nos seus recursos humanos como nos investimentos de rede de curto prazo. Assim sendo, 20% descrevem o impacto sobre os seus colaboradores como “significativo” (layoffs ou despedimentos), enquanto 48% consideraram esse impacto “moderado” (reduções temporárias em algumas funções) e 23% “reduzido” (muito poucos empregos afetados).

Na EMEA, a Rússia (27%), os Emirados Árabes Unidos (25%), a Suécia e a França (ambos com 24%) tiveram a classificação mais elevada em termos de impacto “significativo”, com a Espanha (13%) e a Holanda (15%) significativamente mais abaixo.

De notar que 74% afirmaram que os investimentos em projetos de rede foram adiados ou atrasados desde o início da crise pandémica e 30% indicaram que os projetos foram totalmente cancelados.

No que diz respeito aos cancelamentos de projetos, verificou-se com maior incidência na Suécia (59%) e menor na Itália (11%), «mostrando que também há disparidades significativas entre países da mesma região».

Em contraste, os planos futuros «são agressivos», com a grande maioria dos gestores de TI a planear manter ou aumentar os seus investimentos em networking à luz da COVID-19, no âmbito da sua estratégia para dar suporte às novas necessidades de funcionários e clientes.

«A pandemia fez com que muitas organizações repensassem os seus investimentos em infraestrutura de TI, passando a apostar em modelos de negócios que sejam ágeis e adaptáveis» recordou o vice-presidente da Aruba EMEA.

O mesmo responsável acrescentou ainda que, «embora possa ter havido um impacto negativo inicial nos projetos em andamento, é encorajador ver que existem planos firmes de médio prazo para investir no avanço das tecnologias de rede, apoiadas por modelos mais flexíveis de consumo que limitam as exigências de capital inicial».


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