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Reforçar know-how em inteligência artificial aumenta receitas e emprego

Publicado em 26 Janeiro 2018 por Ana Rita Guerra | 120 Visualizações

Inteligência artificial

Mais receitas, maior empregabilidade, maiores oportunidades de negócio. É isto que as organizações arriscam perder se os seus CEO não olharem para a inteligência artificial como uma área fundamental para a qual têm de orientar os seus funcionários.

O aviso é dado pela Accenture, que foi ao Fórum Económico Mundial que decorre em Davos apresentar o estudo “Reworking the Revolution: Are you ready to compete as intelligent technology meets human ingenuity to create the future workforce?” Segundo a pesquisa da Accenture Strategy, as organizações que investirem na inteligência artificial e na colaboração homem-máquina na mesma proporção que as empresas de alto desempenho poderão obter um crescimento exponencial de 38% nas receitas e aumentar a taxa de emprego em 10%, até 2022. No reverso da medalha, a consultora avisa que as empresas arriscam perder importantes oportunidades de negócio caso os CEO não tomem medidas imediatas para reforçar o know-how das equipas em IA.

“Para atingir elevadas taxas de crescimento na era da IA, as organizações têm de investir mais na capacitação dos seus colaboradores para trabalharem de uma forma inovadora com as máquinas”, refere Mark Knickrehm, diretor executivo da Accenture Strategy. O responsável indica que as empresas vão ser cada vez mais avaliadas pelo seu compromisso com o que os analistas designam por Inteligência Aplicada. Isto é, a capacidade de incluir rapidamente tecnologia inteligente e racional humano em todas as áreas do negócio core.

Os dados da pesquisa indicam que tanto os executivos como os funcionários veem o potencial da IA de forma positiva, afastando cenários de catástrofe. Mais de 60% dos líderes acredita que a sua empresa irá gerar ganhos de produtividade com estas novas tecnologias nos próximos três anos, enquanto 62% dos funcionários preveem um impacto positivo no seu trabalho.

Dos 1200 executivos inquiridos, 72% referiram que a tecnologia inteligente será crítica para a diferenciação das organizações e 61% acreditam que o número de funções que vão requerer colaboração com a IA irá aumentar. Por seu lado, 69% dos 14 mil funcionários inquiridos referem a importância de desenvolver competências específicas para trabalhar com máquinas inteligentes.

A contradição está aqui: 54% dos líderes dizem que a relação homem-máquina é importante para as suas prioridades estratégicas, mas apenas 3% planeiam aumentar significativamente o investimento em formação nestas áreas.

“Os líderes empresariais têm de tomar medidas imediatas para enquadrar as suas equipas na nova realidade da IA, de forma a potenciar novas formas de crescimento”, avisa Ellyn Shook, diretora de recursos humanos da Accenture.

Para ajudar os executivos a adaptarem as suas equipas à IA, a Accenture recomenda os seguintes passos:

1. Re-imaginar o trabalho, reconfigurando-o desde a base até às hierarquias superiores. Atribuir tarefas e não empregos; alocar tarefas a máquinas e pessoas. Cerca de 46% dos executivos concorda que as descrições de funções estão já obsoletas e 29% diz ter redesenhado por completo as funções atribuídas.

2. Preparar as equipas de trabalho para áreas que revelem novas formas de valor e experiências de consumidor. Reinvestir as poupanças obtidas com a automação em equipas futuras. Gerar um novo ADN de liderança.

3. Aumentar o ‘New Skilling.’ Analisar o nível de competências e a vontade apreender novos conceitos ligados à IA. Utilizar plataformas digitais, programas específicos para os diferentes segmentos e personalizá-los para melhorar a adoção de novas competências.


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