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RGPD: começou a contagem decrescente

Publicado em 6 Abril 2018 por Claudia Sargento | 194 Visualizações

Faltam menos de 50 dias para a efetiva entrada em vigor, a 28 de maio próximo, das novas regras referentes ao Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) aprovado pela Comissão Europeia e ao qual todos os Estados-membros ficam obrigados. Caberá, por isso, às empresas trabalharem no sentido de se adaptarem rapida e eficazmente a esta nova realidade.

A propósito do tema, a IDC Portugal organizou o «GDPR Forum», trazendo à discussão algumas das principais problemáticas que ainda se colocam neste campo. Desde logo, Ramsés Gallego, strategist & evangelist at the Office of the CTO da Symantec recordou que «estamos a entrar numa nova era» e importa «que as organizações estejam cientes deste facto».

Ramsés Gallego lembrou ainda que «confiança é o que as empresas mais procuram, mas essa precisa ser ganha no dia-a-dia e com exemplos positivos». Na realidade, os dados e as pessoas «são os bens mais valiosos de qualquer organização» e importa começar desde já «a trabalhar na proteção dos primeiros» tendo em conta as diretrizes do RGPD. Diz o responsável da Symantec que «o relógio não para rumo à entrada em vigor do RGPD e aqui não podem existir áreas cinzentas».  As empresas «ou estão conforme a lei ou não estão e, neste último caso, ficam à mercê das fortes sanções definidas para o incumprimento».

Também Duncan Brown, associate vice president, European Infrastructure and Security da IDC recordou que o RGPD deverá ser encarado enquanto algo que obriga a uma «mudança de comportamentos individuais e corporativos» alterando-se mesmo «todo o relacionamento pessoal que as organizações têm com os dados».

Duncan Brown recorda que os reguladores «não vão tolerar faltas de esforço por parte dos empresas» pelo que importa actuar «o quanto antes na prevenção». Em todo o caso, as organizações devem ter também «a capacidade de deomonstrar que tentaram, efectivamente, evitar os problemas em questão» sempre que estes surgirem, «e que estão a reparar rapidamente as falhas que levaram à perda dos dados». Estes dois factores conjugados «acabam por jogar a favor das organizações», recorda o associate vice president, European Infrastructure and Security da IDC.

Duncan Brown aproveitou ainda para dizer que as regras servem todos quantos lidam com os dados «e mesmo as empresas que “apenas” os armazenam devem assegurar o seu cumprimento».

De resto, existe ainda alguma falta de maturidade relativamente a esta temática dentro das organizações. O responsável da IDC revelou que, segundo dados de um estudo recente feito pela empresa, 17% das empresas ainda não sabem nada sobre RGPD e 40% estão na fase de deteção do problema; já 25% das empresas cumprem as regras, embora de forma pragmática, 18% procuram fazer mais do que aquilo que lhes é pedido e menos de um por cento das organizações têm um comportamento exemplar ao nível do cumprimento das regras do novo RGPD.

Numa perspectiva a 18 meses, os valores devem mudar, levando 25% das empresas a dizer que pretendem cumprir as regras, mas apenas de forma pragmática, 40% a fazer mais do que o que lhes é pedido e já um total de 12% a ter um comportamento exemplar nesta matéria.

Diogo Pata, subsidiaries presales manager da Panda Security deixou outros números em cima da mesa, recordando que  «o valor do budget alocado pelas empresas à gestão de dados pessoais, em média, não vai além dos 0,0004» e isto é algo que tem «rapidamente de mudar». Na verdade, «o número de fugas de dados está a crescer e com consequências devastadoras para as empresas».

O responsável da Panda recorda que o sector mais afectado, neste campo, ainda é o da Saúde «com um crescimento de 30% no roubo de dados, entre semestres». Seguem-se depois «os Serviços Financeiros e a Educação».

Entre as diferentes vantagens associadas ao novo RGPD, Diogo Pata considera que uma das principais será, certamente, o facto de «vir ajudar a reforçar a efectivação do mercado digital único europeu, estabelecendo-se regras comuns entre todos os estados-membros».


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