Seguros informáticos revelam crescimento exponencial de ataques e perdas nas empresas
O número de incidentes relacionados com cibersegurança cresceu 83% em 2019, com o ransomware a liderar a tipologia de ataques que resultou em perdas para as empresas (dois terços). Este tipo de ataques representou ainda 14% do total de sinistros, num crescimento de 100% face ao ano anterior.
Os números constam de um estudo da Marsh, empresa especialista em soluções de corretagem de seguros e consultoria de risco, e foi feito em colaboração com a CMS e a Wavestone. Tem por base as notificações de sinistros das apólices de seguro cibernético standalone, da empresa, na Europa Continental.
A pesquisa «The Changing face of Cyber Claims» identifica ainda um conjunto de sectores onde o número de sinistros tem sido mais elevado, onde cabem instituições financeiras, que somaram 21% dos sinistros reportados no ano passado, indústria (13%), empresas de comunicação, media e tecnologia (9%). A Marsh sublinha, no entanto, que os riscos foram «amplamente difundidos por toda a economia» ao longo do ano em análise.
A Marsh reconhece que os ataques informáticos dirigidos a empresas estão mais sofisticados, chegam a durar semanas e a provocar longos períodos de interrupção do negócio, fatores que estão a canalizar a maior fatia dos custos e despesas associados aos sinistros (71%) para medidas de apoio à recuperação e de emergência.
«A dependência da infraestrutura tecnológica aos vários níveis de uma organização, desde a gestão de recursos humanos, às cadeias de fornecimento, passando pelas plataformas comercias, faz dos cibereventos uma causa de disrupção gigantesca do negócio», reconhece Manuel Coelho Dias, Cyber Risk Specialist da Marsh Portugal, citado num comunicado.
Embora o relatório da Marsh não cubra a realidade portuguesa, o responsável assegura esta é também a realidade local «grande disrupção e pouca preparação».
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