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Só 10% das empresas já são data-centric mas os bons exemplos também existem em Portugal

Publicado em 17 Novembro 2021 | 70 Visualizações

Menos de 10% das empresas a nível mundial são consideradas data-centric, num mundo onde 60 a 73% dos dados corporativos não chegam a ser analisados. Os dados foram partilhados por Luís Gonçalves, diretor de data analytics & AI da Noesis, no fórum organizado pela empresa e pela Qlik, no final de outubro, com o responsável a lembrar também que as empresas mais valiosas da atualidade apostam em força nos dados e têm essa prioridade no centro do negócio.

As estratégias de dados das organizações devem ser pensadas desde o topo, defendeu o responsável na keynote do evento, mas devem também envolver todos os colaboradores da organização, criando uma cultura dos dados, que chegue dos mais antigos aos mais jovens.

«Já se está a fazer muito trabalho na parte da recolha, armazenamento e transformação da informação, mas vai ser necessário dar a capacidade de acesso à informação às pessoas e de quebrar os silos. Só com isso é que vamos descobrir mais coisas, conhecer melhor os nossos clientes e ser mais competitivos», acredita Luís Gonçalves.

Por esta 5ª edição do Lisbon Data & AI Forum, dedicado ao tema Leading the future with data e realizado pela primeira vez em formato totalmente digital, passaram também vários outros oradores, que integraram cinco mesas-redondas e que trouxeram exemplos de negócios e serviços onde os dados já são verdadeiramente o centro das operações.

Perceber tendências de compra, georreferenciar o território e automatizar processos

É o caso da eBUPI – Estrutura de Missão para a Expansão do Sistema de Informação Cadastral Simplificado, que através de Pedro Tavares, General Coordinator, ali explicou a importância da informação georreferenciada na missão daquele organismo do Ministério da Justiça e na promoção da desejada expansão do sistema de informação cadastral simplificado, agregando-lhe informação local e criando uma base de conhecimento relevante sobre o território. Os dados «são o ponto e a atividade central de tudo o que fazemos. Sem dados, não podemos conhecer o que é o território», destacou o responsável, sublinhando ainda que, na falta deles, fica comprometido o objetivo de «perceber de quem é e onde se localiza a propriedade», subjacente ao projeto.

Em empresas como a Unilever FIMA, como explicou Nuno Abreu, Head Of Information Technology, trabalhar dados de vendas com diferentes origens, tem permitido perceber porque que consegue vender melhor determinado produto numa região especifica do país e em determinada altura do ano. «Fundamentalmente é a capacidade para enriquecer a informação e com isto tomar as decisões mais acertada», destacou o responsável da empresa que junta a Unilever e a Jerónimo Martins.

Trabalhar os dados também pode ser uma forma de dar poder aos parceiros e aos clientes e foi essa a experiência partilhada por Ricardo Henriques, Business Enablement & Transformation Lead na EDP, quando explicou que a elétrica «uniu o mundo do process mining e do process automation e têm sido caminhos que fazemos lado a lado na otimização de processos e da analítica em si». Segundo ele, «este poder de tecnologia [acabou por ser dado] aos nossos próprios utilizadores de negócio e são eles os atores do dia a dia que estão a tirar partido tanto da tecnologia de process mining, como da parte da automação de processos».

O Lisbon Data & AI Forum já tem edição garantida para o próximo ano. Em 2021, decorreu entre 27 e 28 de outubro e debateu temas como Data Literacy, Advanced Analytics, Data Protection, Machine Learning, Process Minning ou Data Integration, com responsáveis de várias áreas empresariais, analistas de mercado sector público. Também lá partilharam experiências de projetos nesta área, empresas como a Novartis, Super Bock Group, Credibom, Mota Engil, E-Redes, entre outras.


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Atualidade

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