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Só 10% das empresas portuguesas são consideradas líderes digitais

Publicado em 10 Dezembro 2018 por Ana Rita Guerra | 206 Visualizações

A grande maioria das médias e grandes empresas portuguesas ainda não está no patamar cimeiro da digitalização, de acordo com a mais recente edição do «Indicador de Transformação Digital» da Dell EMC. O relatório de 2018 inclui dados sobre o estado do tecido empresarial português e classifica as empresas em cinco categorias de digitalização. Só 10% das empresas nacionais se encontram no topo, como “Líderes Digitais.”

Este indicador é realizado em parceria com a Intel e o seu propósito é desenhar um mapa do progresso da transformação digital nas empresas de média e grande dimensão. A base dos cálculos é a perceção do desempenho empresarial nas áreas de disponibilidade de serviços ou produtos core através do digital, a estratégia de TI existente, a estratégia de transformação da força de trabalho e os investimentos planeados.

Os dois grupos inferiores abrangem 32% de todas as médias e grandes empresas; no fundo da classificação estão as empresas do grupo “Demorados Digitalmente”, que não têm um plano digital e pouco investimento planeado; são 8% das organizações inquiridas em Portugal. Um nível acima aparecem os “Seguidores Digitais”, grupo em que se enquadram 24% das empresas e que corresponde a pequenos investimentos e tentativas de começarem planos.

O grosso das empresas está no meio: 37% são “Avaliadores Digitais”, que estão a abraçar a transformação de forma cautelosa e gradual. E quase no topo estão 21% das empresas, no grupo de “Adoção do Digital”, com planos amadurecidos e inovações em curso. Os “Líderes Digitais” são os que têm a transformação integrada no seu ADN.

«Já falamos sobre estar à beira de uma tremenda mudança há algum tempo. Mas tal não é mais o caso», afirma Gonçalo Ferreira, diretor -geral da Dell EMC Comercial em Portugal. «A próxima era digital chegou e já está a mudar a maneira como vivemos, trabalhamos e conduzimos negócios. O que significa que o tempo urge. A transformação genuína precisa acontecer agora e precisa ser radical», argumenta.

Um dos dados interessantes do estudo tem que ver com os obstáculos à transformação: os gestores apontam para baixos orçamentos e falta de recursos como grandes barreiras. Seguem-se privacidade de dados e preocupações com a cibersegurança, cultura digital imatura (falta de alinhamento e colaboração em toda a empresa), falta de uma estratégia e visão digital coerente e abordagem reativa para atividades concorrentes. A quase totalidade dos líderes (94%) sabe que as suas empresas terão de se esforçar mais para responder aos pedidos dos clientes nos próximos cinco anos, e 13% temem que as organizações fiquem ultrapassadas.

Mas também há otimismo: 36% dizem que vão conseguir antecipar as necessidades do mercado.

O maior investimento está planeado em cibersegurança (59%), seguindo-se multi-nuvem e IoT (45% cada), inteligência artificial (32%) e Flash (31%). Em termos de investimento em tecnologias emergentes, salienta-se o blockchain (13% das empresas), computação quântica (11%) e realidade virtual e realidade aumentada (25%).

Gonçalo Ferreira considera que este é um momento «emocionante» para fazer crescer os negócios. «Estamos num momento crucial, onde a tecnologia, os negócios e a humanidade se cruzam para criar um mundo melhor e mais interligado.» Todavia, avisa o responsável, só as empresas centradas na tecnologia «recolherão as recompensas oferecidas por um modelo de negócios digital, incluindo a capacidade de agir rapidamente, automatizar tudo e corresponder às expectativas dos clientes.» A transformação digital, conclui, «precisa de ser tratada como a prioridade número um.»


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