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Tecnologia aproxima portugueses e minimiza isolamento imposto pela pandemia

Publicado em 2 Setembro 2020 | 121 Visualizações

Ferramentas gestão redes sociais

Os portugueses tiram cada vez mais partido dos benefícios da tecnologia para combaterem a solidão e sentirem-se mais próximas de amigos e familiares. A conclusão é do mais recente estudo da Kaspersky através do qual se percebe que uma parte dos portugueses (29,4%) passa pelo menos cinco horas por dia online a navegar nas redes sociais ou a conversar com amigos.

Diz a Kaspersky que a pandemia veio evidenciar o papel da tecnologia no combate à solidão. Assim sendo, em Portugal, 55,8% das pessoas inquiridas dizem utilizar a tecnologia «para fazer chamadas telefónicas ou videochamadas com amigos e familiares e, consequentemente, sentirem-se mais próximos destes».

Um número semelhante (42,4%) indica que o facto de enviarem e receberem mensagens de texto «também os tem ajudado a fazer face à solidão que já sentiam ou que se acentuou nos últimos meses».

De acordo com o estudo, mais de metade dos portugueses inquiridos (56,8%) diz que tem utilizado novas plataformas de videochamada para comunicar – como o Zoom, por exemplo. Já 21% dos portugueses afirma que publicar mensagens no Facebook (ou outras redes sociais) contribuiu «para que se sentissem menos sós».

A psicóloga clínica Rita Salazar Dias, que analisou o estudo da Kaspersky, chama a atenção para os dois lados da moeda: «A mesma tecnologia que está a desempenhar um papel fundamental para cada um de nós combater a solidão, também pode gerar dependência e, deste modo, perpetuar o isolamento.»

O relatório concluiu também que, além de utilizarem a tecnologia para fazer chamadas, enviar mensagens aos seus entes queridos ou comentar nas redes sociais, mais de metade dos portugueses inquiridos (57,6%) recorrem à tecnologia para ver programas televisivos ou filmes. Já 44,2% diz utilizar a tecnologia para ouvir música – através de apps, por exemplo – algo que os «ajuda no combate à solidão».

Os países inquiridos neste estudo incluem o Reino Unido (2.000 inquiridos), França (1.000), Alemanha (1.000), Itália (1.000), Espanha (1.000), Holanda (1.000), Bélgica (500), Portugal (500), República Checa (500), Áustria (500), Hungria (500), Roménia (500) e Japão (500).

A investigação é representativa, a nível nacional, de adultos com mais de 18 anos de idade em cada país inquirido, no que diz respeito ao sexo, idade e região (cerca de 2%).


Publicado em:

Mobilidade

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