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Transações digitais B2B vão crescer para 200 mil milhões em 2025

Publicado em 13 Outubro 2021 | 55 Visualizações

As transações non-cash nas operações business-to-business devem aumentar para perto de 200 mil milhões até 2025, num crescimento exponencial face às 121,5 mil milhões registadas em 2020, de acordo com um novo estudo da Capgemini, que cobre 44 países. 

No mercado de consumo esta mudança também se verifica, e este ano quase metade dos consumidores (45%) passaram a recorrer de forma frequente (mais de 20 vezes) a porta-moedas digitais para fazerem pagamentos, conclui também o World Payments Report 2021, que identifica um crescimento de 23% neste tipo de recurso, face ao ano passado. Combinado os dois mercados, a expectativa é que em 2025, as transações digitais representem já mais de 25% do total.  

A procura de soluções de pagamento digital, a nível global, é liderada pela região da Ásia-Pacífico, que continuará a liderar a tendência e onde, até 2025, se espera que mais de metade das transações passem a ser feitas sem recorrer a dinheiro. 

Na Europa, espera-se que o crescimento de transações sem dinheiro cresça a um ritmo de 13% ao ano, para um total de 400 mil milhões de transações em 2025. Só este ano, mais de 500 milhões de europeus afirmaram ter feito compras online, 25,5% em sites internacionais.

«À medida que os pagamentos eletrónicos e os porta-moedas digitais se transformam na regra e não na exceção, os fornecedores de serviços de pagamentos devem encontrar uma forma de satisfazer as expectativas dos consumidores no que diz respeito à rapidez e à facilidade de utilização», destaca Anirban Bose, CEO da Capgemini Financial Services.

As áreas onde a perceção e as expectativas dos clientes e dos gestores são diferentes, como mostra também o estudo, são ainda várias e referem-se por exemplo, à atratividade dos programas de fidelização, experiências de transação fluídas, disponibilidade de opções alternativas de pagamento ou à oferta de métodos de pagamento sustentáveis.

«Para adotar a próxima geração de pagamentos, os bancos devem agora desenvolver um ecossistema de parcerias complementares para poderem acompanhar o ritmo da mudança nesta área», acrescenta o responsável da Capgemini.

Com a retoma do consumo, o estudo prevê que os pagamentos instantâneos, as moedas digitais e os métodos de pagamento de próxima geração (Buy Now Pays After-BNPLN), invisíveis, biométricos e as cripto moedas) continuem a crescer

Os dados apurados mostram que as transações non-cash crescem consecutivamente há nove anos. 2020 foi o único em que esse crescimento não chegou aos dois dígitos (7,8%), uma retração que será compensada até 2025, com uma taxa anual de crescimento prevista na ordem dos 18,6%, para atingir um total de 1,800 mil milhões no final desse período. 

Esta aceleração no recurso a pagamentos digitais tem posto à prova as infraestruturas de pagamentos existentes. Cerca de 55% dos gestores inquiridos pela Capgemini afirmaram por isso que as suas prioridades de investimento em tecnologia estão agora ligadas à modernização da infraestrutura de pagamentos e è implementação de sistemas de pagamentos em tempo real, integração de API, migração para a ISO 20022 e transformação na cloud. 


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