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Zhello: o robot português que faz desinfeção de espaços

Publicado em 11 Outubro 2021 | 64 Visualizações

Há um novo robot desenvolvido em Portugal, desenhado para a desinfecção de espaços através de raios ultravioleta C (UV-C). Chama-se Zhello e trabalha de forma autónoma para ajudar a mitigar doenças provocadas por bactérias, vírus (incluindo o SARS-COV-2) e outros microorganismos. Resulta de uma parceria entre a portuguesa Iberlim e a JPM Industry, tendo contado também com a consultoria técnica especializada do INESC TEC. 

O projeto representa um investimento próximo do meio milhão de euros e envolveu uma equipa de 30 pessoas. O objetivo da Iberlim, com o apoio da JPM, passa pela internacionalização do Zhello que, segundo as empresas, garante uma eficácia de 99,99% na inativação deste tipo de riscos para a saúde. 

O Zhello está equipado com unidades rebocáveis de desinfeção de superfícies, permitindo por isso acoplar várias unidades a um mesmo dispositivo. A programação do equipamento pode ser feita através de um tablet e alinhada para diferentes rotas e rotinas de desinfeção. Pode ser operado por qualquer pessoa «sem necessidade de formação técnica», garante a Iberlim. O equipamento pode também ser usado em ambiente hospitalar, para fazer o transporte de roupas ou refeições.   

O Zhello é uma solução de robótica multifuncional AMR (Autonomous Mobile Robot) que recorre a «tecnologias evolutivas baseadas em laser scanners de segurança para que, se localize e navegue no ambiente de forma autónoma», explica uma nota de imprensa. Torre e robô, comunicam por via de um layer físico ótico (infravermelho) que permite a comunicação mesmo quando não está disponível uma rede Wi-fi. 

O sistema usa tecnologia de reconhecimento de imagens – imagens térmicas e cores – e inteligência artificial, para identificar seres humanos e desativar as radiações que utiliza para completar processos de desinfeção, de forma a não provocar riscos para a saúde. Integra também sensores de infravermelhos passivos que ajudam a detetar movimento.     

«O dispositivo não apresenta qualquer risco de contaminação ou de exposição à radiação para as pessoas, graças a um avançado sistema que desativa a radiação assim que é detetada a presença de alguém», detalha ainda a informação disponibilizada pela Iberlim.

«Sendo uma solução robótica com elevada autonomia e portabilidade, pode ser operada em horários que não colidam com o normal funcionamento das instalações e permite ainda o seu transporte entre vários edifícios», acrescenta também Nuno Albernaz, administrador da Iberlim. 


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