Esprinet reforça operação europeia com crescimento de 11% nas vendas
O Grupo Esprinet arrancou 2026 com um crescimento de 11% nas vendas consolidadas, que atingiram 1.064,7 milhões de euros no primeiro trimestre. Apesar do contexto internacional marcado pela instabilidade geopolítica e pelas dificuldades nas cadeias de abastecimento, a empresa considera que a procura por inteligência artificial, cibersegurança e renovação de infraestruturas tecnológicas continua a sustentar o mercado TIC. Nos primeiros três meses do ano, a Esprinet registou também uma melhoria significativa da rentabilidade. O EBITDA Ajustado subiu 44% face ao mesmo período de 2025, alcançando 15,7 milhões de euros, enquanto o resultado líquido se fixou nos 2,8 milhões de euros.
Segundo o Grupo, o desempenho foi impulsionado pela evolução positiva das diferentes áreas de negócio, numa altura em que fabricantes e parceiros de canal continuam a depender fortemente da distribuição para garantir disponibilidade de produto e continuidade operacional. Giovanni Testa, presidente do Conselho de Administração e diretor-geral da Esprinet, afirma que «os resultados financeiros destacam a solidez do Grupo e confirmam a validade do percurso estratégico empreendido, apoiado por um crescimento de qualidade e por uma capacidade contínua de gerar valor».
O responsável acrescenta ainda que «o desempenho positivo das receitas, que ascenderam a 1.064,7 milhões de euros, um aumento significativo em comparação com o ano anterior, e do EBITDA Ajustado, com um aumento de +44% em relação a 31 de março de 2025 e equivalente a 15,7 milhões de euros, são números que sublinham a eficácia do modelo de negócio, a qualidade da carteira de encomendas e a eficiência das iniciativas industriais lançadas».
Na divisão Esprinet, responsável pela atividade histórica de distribuição de produtos de tecnologias de informação e eletrónica de consumo, as vendas brutas da linha Screens, que inclui PC, tablets e smartphones, cresceram 13% no primeiro trimestre. O Grupo atribui esta evolução à procura de equipamentos compatíveis com o Windows 11 e ao aumento antecipado de encomendas relacionado com a escassez de memória no mercado.
Já a divisão V-Valley, especializada em cloud, cibersegurança e serviços para transformação digital, registou um crescimento de 11%. As receitas de Soluções e Serviços ascenderam a 237,1 milhões de euros, representando 22% das vendas totais do Grupo. A unidade Zeliatech, criada em 2024 para atuar na convergência entre economia digital e transição energética, foi a que apresentou o crescimento mais expressivo. As receitas aumentaram 40%, atingindo 61,9 milhões de euros.
Apesar da deterioração do contexto geopolítico no início do ano, o Grupo considera que continuam a existir fatores estruturais favoráveis ao investimento empresarial em modernização tecnológica. Entre eles destacam-se os ciclos de renovação de infraestruturas, a adoção crescente de inteligência artificial e o reforço das estratégias de cibersegurança. A empresa refere ainda que a escassez de produtos de memória e a pressão associada sobre a cadeia de abastecimento reforçam o papel dos distribuidores como elementos centrais na orquestração da cadeia de valor tecnológica.
Para o exercício de 2026, e assumindo uma estabilização gradual da crise no Médio Oriente e ausência de novos choques externos, a Esprinet prevê um EBITDA Ajustado entre 71 e 77 milhões de euros, acima dos 69,7 milhões registados no ano anterior.
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