Panini inspira estratégia da E-goi para travar subida dos custos publicitários
A menos de um mês do arranque do Mundial de Futebol de 2026, a pressão sobre os custos de publicidade digital já está a intensificar-se e a obrigar as marcas de retalho e e-commerce a reverem estratégias de aquisição de clientes. É neste contexto que a portuguesa E-goi lançou um novo e-book gratuito, intitulado “O fim do cliente invisível: Quanto está a perder com clientes que não conhece?”, focado em retenção, first-party data e automação omnicanal.
O objetivo é ajudar empresas a reduzirem a dependência de tráfego pago numa altura em que os algoritmos publicitários se tornam mais caros e menos previsíveis. A campanha da empresa utiliza como ponto de partida um dos fenómenos de consumo mais visíveis associados ao Mundial, que é a corrida à caderneta Panini. O sucesso da coleção oficial do torneio, impulsionado pela possível última participação de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo num Campeonato do Mundo, está a gerar escassez de cromos, mercados paralelos de troca e um forte eco nas redes sociais.
Para a E-goi, este comportamento revela um princípio relevante para o marketing digital: consumidores envolvidos emocionalmente tendem a regressar, interagir e comprar mais vezes. «O que a Panini faz com cromos, as marcas podem replicar com dados, automação e personalização», defende a empresa. Esta leitura surge numa altura particularmente sensível para o setor do retalho. Historicamente, grandes eventos desportivos globais provocam aumentos significativos nos custos de publicidade online devido à concentração de investimento das marcas em plataformas como Google, Meta e TikTok. Nesse cenário, a retenção de clientes passa a ter um peso financeiro mais relevante. «Na vida real dos negócios, os cromos repetidos valem muito mais, porque um cliente fidelizado custa sete vezes menos do que angariar um novo», afirma Marcelo Caruana, diretor de Marketing da E-goi. Segundo dados partilhados pela empresa, a probabilidade de venda a clientes atuais situa-se entre 60% e 70%, enquanto a conversão de novos consumidores varia entre 5% e 20%.
A E-goi apresenta ainda o caso da marca de moda Quebramar como exemplo do impacto da fidelização suportada por automação e dados proprietários. De acordo com a empresa, 76,2% da faturação gerada num determinado período teve origem em clientes fidelizados, totalizando 6,5 milhões de euros em vendas. Os números reforçam que as marcas com bases de dados próprias e capacidade de ativação omnicanal conseguem reduzir dependência de plataformas publicitárias externas e proteger margens em períodos de maior concorrência.
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