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Há mais inteligência artificial na Amazon

Publicado em 30 Outubro 2017 por Ana Rita Guerra, em Las Vegas | 576 Visualizações

Há um número crescente de empresas a fazerem experiências com inteligência artificial na nuvem da Amazon Web Services, disse o diretor-geral de IA da empresa, Matt Wood, durante o evento AI Deep Dive da Feedzai, em Las Vegas. Wood falou de um renascimento da inteligência artificial (IA) proporcionado por algo que não existia antes: escala.

A Amazon revelou ter «milhares de engenheiros» focados na tecnologia e em substituir muito do seu trabalho manual por sistemas robóticos alimentados a IA. Por outro lado, a assistente digital Alexa e o Echo só funcionam porque podem usar os «recursos infinitos de computação dentro da Amazon Web Services». Esta escala torna possível a massificação da IA, por dentro e por fora, o que explica porque é que Wood considera que a capacidade elástica é «o novo normal».

Por outro lado, o responsável admitiu que há também novas ambições na empresa. «Todas as equipas dentro da Amazon têm agora de dizer como é que vão usar machine learning para melhorarem o seu negócio», sustentou o diretor-geral.

Wood sublinhou que a promessa da IA é a inovação, quer seja com novas funcionalidades para produtos existentes, novas experiências ou novas categorias.  «A aprendizagem de máquina é definitivamente o futuro do crescimento», afirmou Matt Wood, referindo que a Amazon gasta 1% dos custos no treino e 99% em inferências.

De acordo com este responsável, praticamente todas as indústrias estão a correr projeto de inteligência artificial Amazon Web Services, sendo de referir os exemplos do banco Capital One, que usa bots de conversação para assistir melhor os seus clientes, da seguradora Liberty Mutual, que está a fazer o mesmo para previsão de riscos e suporte, a Aon utiliza IA para gestão de risco. «Era algo que levava dez dias a fazer, e hoje leva dez minutos», referiu o executivo.

Há também muito a acontecer no sector da saúde, tal como a deteção precoce de complicações diabéticas, e com condução autónoma. A Expedia, por exemplo, usa IA para identificar as melhores fotos a mostrar aos clientes e determinar quais vão favorecer a reserva de um quarto através de modelos de deep learning.

Outro exemplo é o do Wolfram Alpha, um sistema de perguntas e respostas, e o da rede social Pinterest, que faz muito trabalho em pesquisa visual para encontrar pins relacionados. E a Stitch Fix está a usar aprendizagem de máquinas para perceber os clientes e desenhar as roupas que eles vão querer no futuro. Ou seja, para se antecipar às tendências de moda.

Matt Wood deixou claro que nada disto é sobre substituir humanos e encolher a força de trabalho, mas sim «sobre aumentar as suas capacidades».

 


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