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Apagão da Amazon Web Services afetou serviços online em todo o mundo

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Publicado em 20 Outubro 2025 por Equipa Ntech.News | 301 Visualizações

Um problema nos serviços de cloud computing da Amazon afetou esta manhã diversos serviços online em todo o mundo, incluindo redes sociais, plataformas de jogos, aplicações de entrega de comida, serviços de streaming e sistemas financeiros.

A AWS identificou que a falha estava relacionada ao seu sistema de Domain Name System (DNS), responsável por traduzir endereços web em endereços IP. Este problema afetou a capacidade de vários serviços online funcionarem corretamente, resultando em dificuldades para utilizadores em várias regiões.

A empresa iniciou os esforços de recuperação pouco depois do início da interrupção e, após algumas horas, começou a observar melhorias nos serviços afetados. No entanto, alguns utilizadores continuaram a relatar dificuldades durante o período de recuperação. A interrupção afetou uma ampla gama de plataformas em vários setores, incluindo jogos como Fortnite, Roblox, Clash Royale e Clash of Clans; plataformas financeiras como Coinbase, Robinhood, Venmo e Chime; e serviços tecnológicos como Snapchat, Signal e os próprios Prime Video e Alexa da Amazon. A startup de inteligência artificial Perplexity também atribuiu à falha a sua inatividade.

Segundo informações divulgadas oficialmente pela Amazon à Reuters, o centro de dados da AWS em US-EAST-1, na Virgínia do Norte, conseguiu conter grande parte dos impactos da interrupção. A empresa confirmou que os problemas que afetavam os lançamentos de instâncias EC2 foram restaurados aos níveis anteriores à falha e que falhas de lançamento foram recuperadas.

Para o country manager para Portugal da Check Point Software, Rui Duro, a falha de hoje é mais um lembrete de que o mundo digital não tem fronteiras e que uma avaria local pode propagar-se pelo planeta em minutos. «Construímos conveniência sobre sistemas partilhados, mas a resiliência continua a depender das pessoas e dos processos», afirma o responsável. Para os particulares, isso significa manter boas cópias de segurança, guardar informação essencial offline e conhecer alternativas para comunicar ou pagar caso os sistemas falhem. Na prática os utilizadores devem manter-se atentos a fraudes ou tentativas de phishing, sobretudo quando os sites bancários estão em baixo e nunca clicar em links nem partilhar dados.

Já as organizações, a recomendação é para diversificarem e não manter tudo numa única cloud. Testar os planos de contingência, formar as equipas e preparem-se para o tempo de inatividade antes que ele aconteça, são algumas das soluções deixadas por este especialista. «Quando as empresas se apressam a restaurar o acesso, os sistemas e as equipas ficam sobrecarregados, e é nesse momento que os atacantes agem», alerta Rui Duro.

E não são só as empresas que estão em risco. Muitas das plataformas afetadas são jogos e aplicações usados por crianças, um momento ideal para os burlões explorarem a confiança. «Porque a internet pode ser global, mas a resiliência começa localmente, com o que cada um de nós faz a seguir”, acrescenta o country manager para Portugal da Check Point.


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