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AstraZeneca reforça estratégia digital com Agentforce Life Sciences da Salesforce

Publicado em 24 Dezembro 2025 por Ntech.news | 95 Visualizações

A AstraZeneca melhorou a forma como gere o relacionamento com os seus clientes e parceiros clínicos ao anunciar a adoção global do Agentforce Life Sciences, a plataforma de IA agêntica da Salesforce. A decisão marca uma viragem clara na estratégia de envolvimento da farmacêutica, que passa a apoiar todas as interações com clientes num modelo orientado por dados, automação inteligente e recomendações acionáveis.

O foco não está apenas na eficiência operacional, mas na capacidade de criar relações mais próximas, contextualizadas e relevantes com profissionais de saúde, num ecossistema global cada vez mais complexo. A implementação do Agentforce Life Sciences permite à AstraZeneca inaugurar um novo modelo de envolvimento inteligente, no qual a inteligência artificial assume um papel ativo no apoio às equipas humanas. Ao libertar recursos de tarefas repetitivas e ao consolidar informação dispersa, a solução cria espaço para interações mais estratégicas e com maior valor clínico.

Com a extensão da tecnologia a toda a operação global, o Agentforce da Salesforce passa a suportar três eixos centrais da atividade da AstraZeneca. O primeiro é a coordenação médico-comercial, através da consolidação de insights dos profissionais de saúde e da sua contextualização entre diferentes equipas, reduzindo silos de informação e aumentando a coerência da atuação no terreno.

O segundo eixo é o envolvimento personalizado, permitindo escalar operações em equipas de contas-chave, reembolso e força de campo. A plataforma fornece recomendações de ações subsequentes mais adequadas e possibilita a criação e automação de campanhas digitais multicanal, alinhadas com as preferências individuais dos clientes.

Já o terceiro pilar assenta na interoperabilidade através do Model Context Protocol (MCP). Com o reforço da arquitetura composta via Mulesoft Agent Fabric, a AstraZeneca poderá desenvolver agentes internos e externos para diferentes marcas, regiões e áreas operacionais, garantindo uma colaboração fluida entre equipas humanas e agentes de IA.

O novo modelo traduz-se em interações mais relevantes, menos redundantes e melhor alinhadas com as necessidades clínicas reais. A informação chega no momento certo, pelo canal preferido e com um grau de personalização difícil de alcançar em abordagens tradicionais. O ganho está na capacidade de tomar decisões mais informadas, acelerar processos e manter o foco estratégico na sua missão científica, sem perder proximidade com o ecossistema médico. Trata-se de um exemplo claro de como a IA agêntica pode ser aplicada de forma concreta e mensurável no setor das ciências da vida.


Publicado em:

Projetos e Inovação

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