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CGI quer reforçar aposta em Portugal como hub de serviços do grupo

Publicado em 12 Abril 2018 por Cristina A. Ferreira - Ntech.news | 2565 Visualizações

A CGI é um dos maiores grupos mundiais de serviços de TI. Em Portugal dá emprego a 1.500 colaboradores e conta com centros de operações em Lisboa, Sintra, Sacavém, Odivelas e Porto, um dos quais único na Europa.

Olivier Spreafico, é o novo Business Unit Leader do grupo para Portugal, sul da Europa e América Latina (Brasil) e num encontro com a imprensa detalhou a estratégia local da companhia. O responsável garantiu que o objetivo passa por reforçar o posicionamento de «Portugal como um hub para a prestação de serviços» em várias geografias, onde o grupo tem desenvolvido e testado novas soluções que comercializa em vários países.

Em maio do ano passado, a CGI abriu em Portugal o seu primeiro centro de competências europeu dedicado à cloud, focado na promoção e implementação de software de orquestração de serviços TI na nuvem. A estrutura é hoje um dos principais pilares na estratégia local de crescimento da companhia, sublinhou Olivier Spreafico.

Numa das suas áreas de atuação mais relevantes, o outsourcing de processos de negócio (BPO), a aposta forte do grupo vai para a automação de processos (Robotic Proccess Automation), tema que um dos centros instalados em Portugal, o de Odivelas, tem aprofundado. Spreafico sublinhou que este tipo de automação não é um «job killer», mas admite que é um recurso capaz de acelerar processos e gerar grandes eficiências, por permitir a transferência para as máquinas de um conjunto de tarefas rotineiras.

É uma área que a CGI desenvolve para dar suporte à oferta de BPO, mas não só. A empresa está envolvida noutros projetos, que aplicam as ferramentas de automação de processos de negócio a projetos de transformação digital com outras características.

A EDP é um dos grandes clientes da CGI em Portugal, nomeadamente no domínio da automação de processos, mas Olivier Spreafico, admite que o grupo está em conversações para levar as soluções que já criou para outros sectores, como a banca que, em conjunto com as utilities, são os mercados mais fortes para o grupo canadiano em Portugal.

Aqui, o objetivo passa, mais uma vez, por continuar a desenvolver uma oferta que «não vai servir apenas Portugal», mas também outros mercados, usando o país como um hub.

O terceiro pilar na estratégia da CGI assenta num conjunto de soluções desenvolvidas pelo grupo, onde cabem o sistema RMS – Renewables Management System, que controla hoje mais de 6 mil turbinas em perto de 300 parques eólicos e o Sm@rtering, uma solução inteligente para a recolha de dados e monitorização de redes elétricas e não só. Ambas as soluções foram desenvolvidas em Portugal.

Portugal competitivo e com muita concorrência

Olivier Spreafico identifica como principais fatores de competitividade do mercado português, no domínio dos serviços TI, o bom nível de conhecimento dos recursos humanos sobre tecnologia; a disponibilidade de recursos multilingue e a qualidade do sistema de educação português.

Reconhece, no entanto, que começa a ser um desafio encontrar e manter recursos, porque o mercado se tornou competitivo e há muitas empresas a investir, ou a olhar para Portugal com essa intenção.

A expectativa de novos investimentos – como o da Google ou da Amazon – também «já estão a ter impacto no nível salarial», admite o responsável. A empresa procura resolver o assunto colmatando as falhas que encontra numas geografias com recursos de outras.

Em Portugal, além da EDP, a CGI tem no portefólio de clientes empresas como o BPI, a Caixa Geral de Depósitos, a Navigator ou o Crédito Agrícola. O grupo afirmou-se no mercado português depois da aquisição da Logica, empresa que  controlava a Edinfor, criada anos antes pela EDP.

 


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Negócios

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