Partilhe nas Redes Sociais

PUB

Empresas portuguesas cada vez mais preocupadas com a cibersegurança

Publicado em 15 Outubro 2019 | 174 Visualizações

Segurança Informática

O estudo 2019 Global Cyber Risk Perception Survey revela que, em Portugal, 85% das empresas já classificam os riscos ciber entre os cinco mais relevantes para a organização, contra 59% dos inquiridos em 2017. Um terços dos inquiridos nesta pesquisa da Marsh e da Microsoft elege mesmo esta como preocupação número um, o que nem sempre se traduz em planeamento e cuidados de prevenção redobrados, como também mostram os dados locais da pesquisa, que o Ntech.news já tinha referido aqui

Só 19% das empresas medem a exposição ao risco cibernético com métodos quantitativos, concluíram os inquéritos, um valor baixo, mas ainda assim bastante superior ao registado em 2017, quando apenas 5% das organizações adotava este tipo de metodologias 

Os principais estímulos para aumentar o investimento na gestão de risco cibernético são, para 59% das empresas locais ouvidas, um incidente ou ataque à organização ou questões regulatórias, como o RGPD. Metade dos inquiridos reconhece que as notícias de ataques a outras organizações funciona também como um incentivo e 41% apontou a adoção de novas tecnologias como estímulo.  

Os números dizem ainda que em 73% das empresas portuguesas, a gestão de risco associada aos temas da cibersegurança está a cargo da direção de topo das empresas, mas o tempo passado em torno do tema no ano passado por estes profissionais não foi além de «poucos dias ou menos». 

A mesma pesquisa mostra que em 81% das empresas inquiridas a gestão de riscos cibernéticos é já também um tema que depende dos departamentos de TI e de segurança da informação da empresa. Mais de um quarto dos profissionais (27%) admitiram não estar confiantes em relação à capacidade de gerir ou responder a ataques cibernéticos. 

O estudo também avaliou as áreas onde as empresas mais pretendem investir nos próximos três anos. Destacam-se as tecnologias de cibersegurança (64%), formação de colaboradores, planeamento e preparação para incidentes cibernéticos (ambas apontadas por 45%). A contratação de colaboradores na área da cibersegurança e a subscrição de seguros de cibersegurança também estão no top 5, com 36 e 29% das respostas. 

O estudo foi realizado entre fevereiro e março de 2019 e auscultou 1.500 líderes empresariais a nível mundial. Os resultados aqui detalhados referem-se a Portugal, mas estão em linha com as preocupações demonstradas pelos responsáveis a nível internacional, onde 80% posicionaram os riscos ciber entre as cinco maiores preocupações (sendo que 62% já o faziam em 2017). 


Publicado em:

Atualidade

Partilhe nas Redes Sociais

Artigos Relacionados