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Fujitsu usa inteligência artificial para fazer simulações na indústria

Publicado em 29 Novembro 2018 por Ana Rita Guerra | 234 Visualizações

Inteligência artificial

Os laboratórios europeus da Fujitsu desenvolveram uma tecnologia que permite converter simuladores baseados na física em simuladores de inteligência artificial, com os olhos postos nas aplicações industriais.

A plataforma, AI Solver, promete revolucionar o CAE (computer-aided engineering), tendo em conta que a simulação vai reduzir o número de protótipos dispendiosos e as falhas de produtos. O processo de simulação torna-se mais rápido e terá impacto também no design de produtos e no «desempenho de dispositivos inteligentes autónomos», segundo a empresa.

Resultado de um programa de desenvolvimento conjunto entre a Fujitsu Laboratories, Fujitsu Advanced Technologies e Fujitsu Laboratories of Europe, o AI Solver vai fazer em milisegundos os cálculos que tradicionalmente demoram algumas horas. A tecnologia usa dados das redes neurais de simuladores baseados em IA para reproduzir o comportamento de simuladores baseados na física e criar aproximações em tempo real, em vez de demorar horas ou dias. Isto envolve, explica a Fujitsu, «a aprendizagem a partir de grandes bases de dados de resultados de simulações enquanto os dados ainda estão a ser gerados.»  

Alguns exemplos de aplicações são a ajuda aos designers, que receberão feedback de imediato, e o aumento exponencial de eficiência e autonomia nos robôs que precisam de se adaptar ao seu ambiente.

«Embora o advento da HPC e da computação cloud tenha transformado o processo de simulação ao reduzir os custos de hardware e software associados, ainda não vimos isto traduzir-se numa redução significativa do tempo que demora a efetuar simulações individuais», nota o CEO dos laboratórios europeus da Fujitsu, Adel Rouz.

«Apesar de, no curto prazo, a nossa tecnologia ser direccionada para utilizadores tradicionais de CAE como os designers, as aplicações potenciais vão muito além do design de produtos e incluem o aumento da eficiência de dispositivos inteligentes, como robôs, quando orientados por simulações em tempo real em vez de heurística», declarou.


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