Partilhe nas Redes Sociais

Fujitsu usa inteligência artificial para fazer simulações na indústria

Publicado em 29 Novembro 2018 por Ana Rita Guerra | 82 Visualizações

Inteligência artificial

Os laboratórios europeus da Fujitsu desenvolveram uma tecnologia que permite converter simuladores baseados na física em simuladores de inteligência artificial, com os olhos postos nas aplicações industriais.

A plataforma, AI Solver, promete revolucionar o CAE (computer-aided engineering), tendo em conta que a simulação vai reduzir o número de protótipos dispendiosos e as falhas de produtos. O processo de simulação torna-se mais rápido e terá impacto também no design de produtos e no «desempenho de dispositivos inteligentes autónomos», segundo a empresa.

Resultado de um programa de desenvolvimento conjunto entre a Fujitsu Laboratories, Fujitsu Advanced Technologies e Fujitsu Laboratories of Europe, o AI Solver vai fazer em milisegundos os cálculos que tradicionalmente demoram algumas horas. A tecnologia usa dados das redes neurais de simuladores baseados em IA para reproduzir o comportamento de simuladores baseados na física e criar aproximações em tempo real, em vez de demorar horas ou dias. Isto envolve, explica a Fujitsu, «a aprendizagem a partir de grandes bases de dados de resultados de simulações enquanto os dados ainda estão a ser gerados.»  

Alguns exemplos de aplicações são a ajuda aos designers, que receberão feedback de imediato, e o aumento exponencial de eficiência e autonomia nos robôs que precisam de se adaptar ao seu ambiente.

«Embora o advento da HPC e da computação cloud tenha transformado o processo de simulação ao reduzir os custos de hardware e software associados, ainda não vimos isto traduzir-se numa redução significativa do tempo que demora a efetuar simulações individuais», nota o CEO dos laboratórios europeus da Fujitsu, Adel Rouz.

«Apesar de, no curto prazo, a nossa tecnologia ser direccionada para utilizadores tradicionais de CAE como os designers, as aplicações potenciais vão muito além do design de produtos e incluem o aumento da eficiência de dispositivos inteligentes, como robôs, quando orientados por simulações em tempo real em vez de heurística», declarou.


Publicado em:

Atualidade

Partilhe nas Redes Sociais

Artigos Relacionados