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Gastos em TI vão crescer apenas 2% na EMEA

Publicado em 9 Novembro 2018 por Ana Rita Guerra | 161 Visualizações

Enquanto a saída do Reino Unido da União Europeia não for resolvida, os gastos em tecnologias de informação vão continuar a ser afetados negativamente. É o que mostram os números para 2018 e as previsões para 2019, em que a estagnação é a palavra de ordem. As exceções encontram-se os serviços de TI, com subida de 8,9% este ano e 4,4% no próximo, e o sotware empresarial, que vai subir 12,7% em 2018 e depois 7,3%. Em relação a este último segmento, o bom desempenho deve-se ao «aumento da disponibilidade e aceitação do software na nuvem», segundo explica a Gartner num novo relatório.

Em 2019, a consultora espera que a nuvem, segurança e transformação digital impulsionem o crescimento, com o RGPD a levar a um maior investimento em segurança e maior atratividade dos serviços de nuvem pública.

No entanto, os gastos em TI na região EMEA vão crescer apenas 2% em 2019, atingindo os 849 mil milhões de euros (contra 832,5 mil milhões previstos este ano). É uma situação de estagnação causada pela incerteza do destino do Reino Unido.

«2018 não é um bom ano para gastos em TI na EMEA», afirmou o vice presidente de pesquisa da consultora John Lovelock. «O crescimento de 5,8% este ano inclui um aumento de 4 pontos impulsionado pela valorização do euro contra o dólar.» Ou seja, o incremento percentual é enganador e influenciado sobretudo pela flutuação cambial positiva.

«Os  gastos em TI na EMEA estão emperrados e assim se manterão até que as incertezas em torno do Brexit sejam resolvidas», explicou o especialista. Os 2% de incremento esperados colocam a região como a terceira mais lenta, à frente apenas da Eurásia (+0,5%) e América Latina (+1,7%).

O moroso processo de saída vai levar os gastos no Reino Unido a caírem 1,9% em 2019, o que por sua vez arrasta toda a região.

O mercado de sistemas de centros de dados vai estagnar ou cair a partir de 2019, depois de um acréscimo de 5,4% este ano, que a Gartner justifica com um ciclo de upgrades relacionado com os problemas de segurança descobertos nos CPU.

Também os serviços de comunicação estão a caminho de zero crescimento no próximo ano.

Já o investimento em computadores, tablets e telemóveis irá decrescer 1,1%. Especialmente na Europa Ocidental, o número de smartphones vendidos vai passar de uma subida de 4,7% este ano para queda de 1,1% no próximo.


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Negócios

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