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HarmonyOS: Que planos tem a Huawei para o seu novo sistema operativo?

Publicado em 14 Agosto 2019 por Cristina A. Ferreira - Ntech.news | 102 Visualizações

Já é oficial. A Huawei apresentou o seu próprio sistema operativo e deu detalhes do roadmap para lançar aquela que pode ser a sua alternativa ao Android nos smartphones, se as restrições do Governo norte-americano aos produtos da marca se mantiver. 

O HarmonyOS é o resultado de vários anos de trabalho que, como divulgou a empresa chinesa na apresentação do OS durante a Huawei Developer Conference, na China, teve início em 2017. 

A versão 1.0 chega em 2019, no pico da crise entre a fabricante e os EUA, que estão a pressionar as empresas locais a deixar de integrar tecnologia da Huawei nos seus produtos, ou a permitir que a fabricante chinesa ganhe acesso a tecnologia crítica de empresas norte-americanas. Na origem da questão estão as suspeitas de alegada espionagem que recaem sobre a Huawei. 

Concorrente do Android?

Por isto mesmo, a nova plataforma tem sido apontada como a alternativa da Huawei ao Android nos smartphones, mas os detalhes sobre o HarmonyOS mostram que pretende ser mais do isso e que, por enquanto, não é esse o foco (oficial) da empresa. 

O HarmonyOS é lançado como uma plataforma de código aberto (microkernel), que numa primeira fase está direcionada para outro tipo de gadgets, que não smartphones. O primeiro produto com HarmonyOS foi entretanto revelado e é uma televisão da linha Honor.  

Para 2020 está previsto o lançamento da versão 2.0 da plataforma, já pronta para integrar em relógios inteligentes, braceletes e PCs. A versão 3.0 chegará um ano mais tarde, pronta para integrar também dispositivos como colunas inteligentes e em 2022 a empresa acredita que estará pronta para chegar a outros dispositivos.   

Visão para detalhar em 2019

Ainda este ano a Huawei vai dar mais detalhes sobre o OS e a sua visão para este mercado, mas o principal objetivo da marca é lançar uma plataforma que permita uma boa experiência em qualquer tipo de dispositivo, incluindo aqui todo o tipo de gadgets conectados, como os carros, por exemplo.

Promete-se a mesma simplicidade no que se refere ao desenvolvimento de aplicações para o sistema nos vários dispositivos que quer suportar: desenvolver uma vez para integrar facilmente em diferentes tipos de dispositivos. 

«Estamos a entrar numa era em que as pessoas esperam uma experiência holística inteligente em todos os dispositivos e cenários. Para corresponder a essa necessidade, achamos importante ter um sistema operativo com uma plataforma melhorada», defende Richard Yu, CEO do Consumer Business Group da Huawei.

«Precisávamos de um sistema compatível com todos os cenários, que podem ser utilizados numa ​​ ampla variedade de dispositivos e plataformas, e que possam atender à procura do consumidor por uma menor latência e maior segurança», acrescenta o responsável, explicando os objetivos que nortearam o trabalho da Huawei nesta área nos últimos anos. 


Publicado em:

Mobilidade

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