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Investimento em tecnologia é prioridade para 39% das empresas em 2023

Publicado em 9 Fevereiro 2023 | 849 Visualizações

Quase dois quintos das empresas este ano pretendem aumentar os seus investimentos em tecnologia, de acordo com um estudo do Capgemini Research Institute. Uma proporção semelhante tenciona mantê-lo, dando destaque, num e noutro caso, a áreas como a cloud, dados e análise. Quase metade dos gestores inquiridos pelo estudo, revelou que também planeia aumentar investimentos em cibersegurança.

O investimento estará direcionado para o potencial de redução de custos da tecnologia e para o apoio aos processos de transformação digital das empresas e é apontado como a segunda prioridade de investimento das organizações em 2023, logo a seguir às iniciativas que possam contribuir para dar resiliência às cadeias de abastecimento. 

Entre os inquiridos, 89% admitem que as disrupções nas cadeias de abastecimento são o principal risco para o crescimento dos seus negócios, maior que o aumento dos preços das matérias-primas e a crise energética, e 43% referem que vão aumentar os seus investimentos nessa área. 

«Os líderes empresariais em todo o mundo estão a concentrar os seus investimentos nas áreas que podem continuar a impulsionar a transformação dos seus negócios», reconhece Aiman Ezzat, CEO do Grupo Capgemini. 

«Neste sentido, devem aproveitar as oportunidades que a tecnologia oferece, não só para tornar os seus negócios mais eficientes, sustentáveis e resilientes, mas, mais importante do que isso, para permitir que as suas empresas possam crescer a longo prazo». 

O responsável sublinha ainda, a importância de alocar parte do investimento previsto para o «talento que será capaz de concretizar estas transformações dos modelos de negócio e das cadeias de valor». 

Nesta área, as conclusões do estudo refletem que os maiores investimentos previstos estão direcionados para as políticas de trabalho remoto e híbrido: 65% dos gestores inquiridos planeiam investir e implementar opções de trabalho híbrido para os seus colaboradores e 61% em opções permanentes de modelos de trabalho remoto, para as funções que exigem menos supervisão e menos trabalho em equipa.

No estudo foram inquiridos responsáveis de 2.000 empresas com mais de mil milhões de dólares de receitas anuais, em 15 países. As entrevistas decorreram entre novembro e dezembro de 2022, procurando antecipar decisões para os 12 a 18 meses seguintes. 


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