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Isolamento leva ao aumento no consumo de tecnologia na Europa

Publicado em 27 Abril 2020 | 405 Visualizações

O atual paradigma de isolamento social conduziu «a um aumento significativo da venda de hardware e equipamento tecnológico», segundo dados divulgados por um estudo da GfK Portugal. Esta maior utilização da tecnologia é visível «em várias áreas da vida humana, nomeadamente no trabalho, nas refeições e até no entretenimento em casa», refere ainda o mesmo trabalho.

As conclusões da GfK dizem respeito ao mercado global de bens de consumo tecnológico em vários países da Europa, e compreendem as semanas entre 9 de março e 5 de abril.

Na realidade, o número de vendas no setor do retalho tem acompanhado os consumidores nos vários estágios da mudança associada à sua vida ao longo desta pandemia. «Mais horas em casa despoletou uma procura por televisores, consolas de jogos, computadores e notebooks e até a alimentação foi motivo de alterações no comportamento de compra dos consumidores, com um aumento do número de vendas de arcas frigoríficas e congeladores», diz a GfK. Por outro lado, apesar do comércio eletrónico «ter aumentado, as vendas online não estão a compensar as perdas das lojas físicas».

Por entre picos de venda

Assim sendo, foi possível perceber que trabalhar em casa aumentou a venda de monitores (+120%), impressoras (+68%), notebooks (+62%) e teclados (+61%) em cinco grandes mercados europeus. Por seu lado, em termos reais, as webcams apresentaram o maior crescimento de vendas (+297%).

Houve ainda um aumento das compras de congeladores e arcas frigoríficas para armazenar os alimentos, mas também o entretenimento em casa «acelerou as vendas de tecnologia». Assim sendo, diz a GfK que, No início do período de isolamento social, as vendas de aparelhos de streaming e boxes aumentaram 50% em alguns mercados. E, por exemplo, «os portáteis de gaming alcançaram um crescimento robusto de dois dígitos durante o mesmo período», variando entre 33% (Itália) e 92% (Espanha).

A preparar um “novo normal”

Muito se especula, atualmente, sobre a forma como se sairá do isolamento social e como a normalidade será instalada. Diz a GfK que isso exigirá «mais tempo, como mostra o exemplo da China: mesmo 10 semanas após o primeiro período de isolamento total, as vendas das lojas físicas ainda estão significativamente atrás do que seria o “antigo normal”».

O estudo da GfK recolheu dados sobre as vendas de 300 categorias de bens de consumo duradouros e tecnológicos, em mais de 2000 pontos de venda,  localizados em mais de 70 países em todo o mundo.


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