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Lenovo quer crescer no mercado empresarial

Publicado em 10 Abril 2018 por Claudia Sargento | 262 Visualizações

A Lenovo apresentou recentemente aquelas que são as suas últimas novidades em matéria de dispositivos tecnológicos para o mercado nacional quer ao nível da gama de consumo, quer também da gama empresarial.

Na gama de consumo, as inovações tecnológicas surgem direcionadas para a Inteligência Artificial e suportadas nos novos Yoga, que conferem a estes membros da família 2-em-1 características mais indicadas para a geração móvel atual. Diz a marca que estes equipamentos chegam ao mercado “mais leves e finos, com uma maior autonomia de bateria e com possibilidade de incorporar assistentes de voz para lhe darem uma assistência mais inteligente».

Já no segmento empresarial, a Lenovo introduziu inovação em termos dos ThinkPad, adicionando-lhes ainda segurança e conectividade em toda a linha X1. O objetivo é «conseguir responder às constantes mudanças no ambiente de trabalho». O novo portfólio de produtos desta gama inclui equipamentos «mais finos, mais leves e mais elegantes para os utilizadores profissionais e que proporcionam durabilidade e produtividade continua» bem assim como «maior rapidez».

O Ntech.news aproveitou a oportunidade para falar com Miguel Coelho, country manager da Lenovo Portugal que, em entrevista, nos explicou qual a estratégia da companhia para o sector empresarial.

Ntech.news – Qual a importância do negócio empresarial para a Lenovo?

Miguel Coelho – O nosso negócio empresarial é muito importante em Portugal, e aqui somos a marca número dois do mercado de relação, com 28% de market share. Este mercado é uma espécie de legado histórico. O ThinkPad da Lenovo é o equipamento mais vendido no âmbito das 500 maiores empresas mundiais. Por isso, é um mercado onde queremos continuar a apostar e que queremos tornar mais sólido.

Em Portugal, há margem para isso?

M.C. – Em Portugal, sentimos que ainda há espaço para crescer um bocadinho mais, nomeadamente ao nível do negócio das PME no qual estamos ainda muito aquém daquilo que podemos, efetivamente, fazer.

Vai ser por aí o crescimento?

M.C. – Acho que sim; este tipo de empresas vai começar a olhar para a mobilidade e para a tecnologia de uma outra forma. Acho que hoje em dia ainda há muitas empresas em Portugal, mais as pequenas e microempresas, que optam por comprar modelos de consumo que depois são utilizados no âmbito empresarial. Só que então percebem que, se calhar, aquela não é a melhor solução para o seu tipo de necessidades; chegam ao dia-a-dia e sentem falta de algumas coisas como o suporte pós-venda, a questão do sistema operativo não ser o adequado para meios empresariais, etc.

E onde é que a Lenovo entra?

M.C. – Nós queremos ser uma ajuda para que as empesas façam melhores escolhas, para que escolham máquinas adaptadas às suas necessidades e, como disse também, temos um forte investimento que vamos fazer nessa área, onde queremos crescer.

A vossa meta de crescimento anda à volta de quanto?

M.C. – O mercado empresarial tem crescido timidamente, sem grandes valores, sempre na casa dos 2 ou 3%; assim sendo, acredito que este ano, o nosso crescimento deverá situar-se nos 10 a 15% do mercado empresarial.

A Lenovo procura ter maior permeabilidade no mercado e chegar mais longe. Ter mais pontos de venda pode ser uma forma de estar mais perto dos clientes PME?

M.C. – Pode passar por aí, sim. Por um lado, queremos abranger maior cobertura nacional na venda das nossas soluções e isso passa por ter um canal e fomentar a venda através do mesmo.  O novo Partner Engage tem mais parceiros autorizados a vender as soluções Lenovo, não necessariamente através das grandes superfícies, mas antes via parceiros mais espalhos pelos diferentes distritos do país.

Querem fazer crescer o número de parceiros, é isso?

M.C. – Sim, vai crescer o número de parceiros Lenovo até ao final do ano. Em Portugal, estima-se que haja entre 3500 a 4000 empresas revendedoras, mas ainda estamos um bocadinho aquém em termos de parceiros efetivos; aqui não chegamos às mil empresas. Queremos, claramente, ultrapassar essa barreira.

Dos novos produtos apresentados, qual o mais indicado para o mercado empresarial?

M.C. – Eu diria que é a linha ThinkPad de uma maneira geral, já que tem muito por onde escolher. Aqui, a Lenovo cobre quer o desktop replacement com máquinas de grande polegada para pessoas que não valorizam tanto a mobilidade, até ao X1 Carbon, para utilizadores que procuram o equipamento mais móvel; neste último caso, temos máquinas de 12 polegadas, a pesar 1.1 Kg e ultraportáteis.


Publicado em:

Na Primeira Pessoa

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