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Mais ciberataques na saúde para roubar dados que acabam vendidos na dark web

Publicado em 26 Setembro 2022 | 603 Visualizações

O sector da saúde tornou-se um alvo por excelência de ataques informáticos e nos primeiros seis meses do ano terá sido visado por 88 ciberataques, de acordo com os dados do último relatório da S21sec. 

O Threat Landscape Report revela que entre os eventos que mais cresceram estão os data breaches (dados comprometidos ou roubados) em hospitais e clínicas; a venda ou leilão de acessos a infraestruturas tecnológicas do setor da saúde; e os ataques de ransomware. 

Desde o início do ano, e até junho, foram identificados 50 eventos que resultaram em dados comprometidos ou roubados, um número que na realidade pode ser muito superior, já que muitas entidades não divulgam os ataques de que foram alvo e quem usa os dados roubados também não o anuncia. Em Portugal, o ataque ao hospital Garcia de Orta em abril insere-se na tendência destacada pelo estudo. 

No que se refere às vendas ou leilões de acesso a infraestruturas de hospitais e clínicas em chats da deep e dark web, a investigação da S21Sec detetou 33 publicações, muitas delas visando acessos com privilégios elevados, ou de administradores das infraestruturas. A S21sec identificou leilões de informação desviada de hospitais nos Estados Unidos, Canadá, França e Reino Unido com bases de licitação na ordem dos 3 a 5 mil euros. A estas operações juntar-se-ão, também aqui, outras não referenciadas publicamente.

Ainda na área da saúde, viram os ataques informáticos aumentar, nos primeiros seis meses do ano, as empresas da indústria da saúde, as farmacêuticas e biotecnológicas, organizações de investigação médica e as plataformas médicas na Internet, com dados considerados também valiosos.

«Estes ataques poderão ter um enorme impacto, tanto para as organizações do setor de saúde como para a pessoa comum, uma vez que podem originar grandes perdas financeiras, disrupção dos serviços médicos e dos normais procedimentos seguidos pelas instituições», alerta Hugo Nunes, team leader de Threat Intelligence da S21sec.


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