Mercado de PCs volta a crescer depois de sete anos no vermelho
O mercado de PCs fechou o ano com um crescimento recorde: o melhor dos últimos sete anos pelas contas da IDC e da Gartner. Segundo a IDC, este crescimento foi de 2,7%, para um total de 266,7 milhões de dispositivos e para a Gartner de 0,6%, correspondente a 261,2 milhões de equipamentos. Ambas concordam que esta foi a primeira vez que o mercado cresceu em vendas anuais desde 2011, quando a comercialização de desktops, notebooks e workstations superaram em 1,7% as do ano anterior, pelas contas da IDC.
A contribuir para os resultados anuais em 2019 está sobretudo a boa performance das vendas nos últimos três meses do ano, quando, segundo a IDC, os fabricantes enviaram para os lojistas 71,8 milhões de equipamentos, mais 4,8% que nos mesmos três meses de 2018, fazendo deste o melhor 4º trimestre dos últimos cinco anos.
Para as consultoras, os resultados obtidos este ano são uma prova inegável de que o mercado de PCs continuará a ser relevante para os fabricantes, mesmo que a mobilidade seja uma grande tendência. Questões como o fim do suporte para o Windows 7, já no início de 2020, ajudam a explicar a corrida a novos equipamentos antes do final do ano e um impacto menor que o previsto das medidas que prometiam restringir a circulação de componentes de hardware (por causa do diferendo China – Estados Unidos) também foi notório.
Entretanto, Lenovo, HP e Dell continuam a dar cartas neste mercado e juntas controlaram 65% das vendas (dados IDC), ligeiramente mais que no final de 2018 (mais 2 pontos percentuais). A liderança da Lenovo em relação aos dois outros fabricantes com presença garantida no top 3 mundial consolidou-se e a fabricante chinesa, que herdou o negócio de PCs da IBM, controlava no final de dezembro quase um quarto das vendas mundiais de equipamentos (24,3%). Em segundo lugar, a HP fechou o ano com uma quota de 23,1% e a Dell com 17,5%.
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