Partilhe nas Redes Sociais

PUB

Não há transformação digital sem boa gestão

Publicado em 22 Fevereiro 2018 por Ntech.news - Luisa Dâmaso | 1537 Visualizações

  • Fotografia: Vitor Gordo
    Fotografia: Vitor Gordo
  • Fotografia: Vitor Gordo
    Fotografia: Vitor Gordo
  • Fotografia: Vitor Gordo
    Fotografia: Vitor Gordo
  • Fotografia: Vitor Gordo
    Fotografia: Vitor Gordo
  • Fotografia: Vitor Gordo
    Fotografia: Vitor Gordo
  • Fotografia: Vitor Gordo
    Fotografia: Vitor Gordo

A tecnologia é uma commodity, mas é na escolha das aplicações certas que está o segredo do sucesso dos projetos de digitalização. A integração total e o alinhamento com as reais necessidades das organizações são, segundo Claudia Raposo, Chief Operations Officer da PHC Software, requisitos chave para que os negócios encarrilhem na era digital e as soluções possam de facto entregar o valor que na teoria prometem aos gestores.

Será que o software por si continua a entregar o valor essencial ao crescimento do negócio? A tecnologia mais avançada ou as novas versões são suficientes para corresponder ao que a gestão procura? Em entrevista ao Ntech.News, Claudia Raposo explica que, no atual contexto de gestão, a tecnologia existe e está presente nos negócios, o que está a falhar na transformação é a gestão. É preciso gerir melhor.

Ntech.news – Como é que as empresas estão a encarar a transformação digital?

Claudia Raposo – Tem sido um processo ao qual temos assistido e que é transversal todas as empresas. Hoje em dia os negócios são todos de software, a tecnologia faz parte das empresas e tem a finalidade de as ajudar a gerir. Os gestores de hoje já perceberam que, mais do que em tecnologia, têm de investir na melhoria da gestão para realmente melhorarem os seus processos.

Há uma predisposição generalizada para investir nesta transformação?

Sim, os gestores já perceberam que têm que dar atenção a essa área. Talvez ainda não estejam todos como seria desejado, mas para lá caminham. A grande dificuldade não é decidir transformar, porque isso á perceberam que têm de fazer, a dificuldade está em escolher a solução certa para sustentar a mudança, privilegiando a gestão, porque soluções existem muitas.

Como é que se faz essa escolha de forma acertada?

Existem imensas soluções no mercado, em Portugal são centenas mais de 1000 softwares certificados. Hoje em dia as empresas procuram o software que se adapte às suas necessidades, que ajude no seu negócio a ir mais além em termos de gestão e não só um software de facturação.  Há um interesse num software que ajude a gerir todas as áreas da organização e não só a financeira, porque isso já está mais do que instituído. A gestão tem de ser feita de forma integrada.

 

Soluções fechadas já não convencem gestores

Mas existem critérios para encontrar este software, ou qualquer um pode chegar a esse patamar?

É preciso encontrar o software certo e ter na base uma relação de confiança com o fornecedor. Na PHC trabalhamos com uma rede de parceiros especialistas em fazer o levantamento das necessidades dos clientes, uma vez que eles próprios vivem e acompanham as dificuldades que as empresas sentem. Este tipo de parceiro acaba por ajudar na seleção do software que melhor se adapta ao negócio e que sustenta não só a operação atual, mas também prevê a evolução/crescimento que os clientes ambicionam alcançar. Soluções que sejam user friendly para os colaboradores também são privilegiadas na escolha.

As empresas ainda olham muito para os custos associados e para as soluções standardizadas em detrimento das desenvolvidas à medida?

A standardização foi uma tendência no mercado numa certa altura. Mas a evolução destas soluções é que é o problema. Cada vez que o software muda é preciso ter uma equipa completa para tratar dessa alteração, o que nem sempre é sustentável. A curto prazo, as empresas olham mais para os benefícios. O gestor já não faz só a conta ao que tem que investir, mas olha para o que precisa, pensando no crescimento e já faz contas ao processo todo.

A aquisição de blocos de software já não existe?

São poucos os clientes os gestores que compram só para determinada necessidade. Regra geral, já procuram a solução completa mesmo que implementem por fases e vão avançando conforme têm a capacidade. Já não procuram tanto soluções fechadas. Nós temos capacidade de adaptar o nosso software às necessidades do cliente e nisso contamos com a rede parceiros, que nos consegue dar inputs valiosos sobre o que os clientes querem e desta forma entregar aos clientes os produtos certos. Os nossos parceiros são especialistas conhecem a realidade do cliente e aconselham-no no que é melhor para chegar onde quer.

Quantos parceiros é que têm na rede?

Temos cerca de 500 no total, cerca de 300 em Portugal.

Crescer esta rede é um objetivo?

A rede é para continuar a crescer. Internacionalmente, estamos a trabalhar na construção da rede nos países onde estamos. No Peru, onde entrámos no ano passado, estamos a construir a nossa rede de distribuição e já temos clientes a trabalhar com a nossa solução.

Como está o negócio internacional a desenvolver-se?

Neste momento estamos em Espanha, África (Angola e Moçambique) e no Peru, onde contamos com a rede de parceiros. Em termos de disseminação de software podemos dizer que os nossos produtos estão ativos em empresas em mais de 25 países.

Então agendadas novas incursões em outros mercados?

Para já os destinos estratégico são estes. Estamos a dar um passo de cada vez e a fazer as coisas de forma sustentada. Este ano estamos a fortalecer o Peru e estamos concentrados nesse objetivo.

 

Falar de gestão e ensinar a gerir melhor

Qual destes mercados pesa mais na faturação?

Espanha proporcionou muitos bons resultados em 2017. África, juntando Angola e Moçambique, pesa mais. O negócio internacional representa 5%, uma valor que parece baixo, mas que está muito relacionado com o crescimento que Portugal vai tendo. Portugal tem corrido muito bem, estamos há 2 anos a bater recorde de vendas, ou seja, o negócio internacional cresce, mas Portugal também.

Como é que se explica esta continuidade de crescimento em Portugal?

Cada vez as empresas procuram mais software de gestão. Todas as empresas em Portugal são obrigadas a utilizar este software. A PHC posiciona-se como a empresa de gestão, não somos só uma empresa que fornece software. Fornecemos e ensinamos as empresas a gerir cada vez melhor. Estamos cá para ajudar os gestores e falamos de gestão

Ainda à margem para continuar a crescer?

Sim, ainda há espaço para crescer. Existem cada vez mais áreas das empresas que precisam de se gerir melhor e por isso há espaço para crescer, não só nos clientes que já temos mas também em novos clientes que não tenham uma solução integrada e precisem de uma solução integrada. A tomada de decisão é muito mais fácil se existir na empresa uma solução integrada.

Evoluem o software tendo em conta as novas tendências tecnológicas, como a inteligência artificial, o machine learning, entre outras?

Estamos sempre atentos às necessidades dos clientes e fazemos uma evolução do produto para que ele permita às empresas trabalhar, independentemente do local onde estão os colaboradores, ou de qual seja o canal utilizado pelo negócio, físico ou virtual. O gestor acompanha o negócio como um todo e decide em tempo real, com base em informação real, independentemente do sitio em que se encontrar.

Como se inova na PHC?

Investimos imenso em investigação e desenvolvimento, cerca de um milhão e meio de euros. Neste ponto a rede de parceiros é uma importante fonte de inputs, assim como os testes beta em que são envolvidos clientes reais, com necessidades e problemas reais. Os nossos produtos refletem sempre todos estes cenários, o que os alinha com o que as empresas e os gestores realmente necessitam.

Já se sabe que o crescimento é regra para 2018. Mas há mais novidades?

2018 vai ser um ano de continuidade e de crescimento. Vamos continuar a ter essa tendência do software se materializar na prática de gestão, vamos ter, no primeiro semestre, o ERP na web, e vamos consolidar a mobilidade. Todas as novidades vão ser detalhadas no evento de março, no qual reuniremos todos os parceiros.

O que querem dizer com o ERP na web?

Nós já tínhamos soluções web.  Mas agora serão cobertas todas as áreas do ERP, que passarão a estar disponíveis de forma integrada.

A cloud democratizou o acesso à tecnologia de gestão por empresas mais pequenas?

A Drive FX Store, uma loja de add-ons que existe desde o ano passado, é disso um exemplo.  As empresas mais pequenas também merecem a nossa atenção e já temos dezenas de add-ons.  Em 2018 vamos continuar a disponibilizar novas opções para as empresas.

 

 


Publicado em:

Na Primeira Pessoa

Partilhe nas Redes Sociais

Artigos Relacionados