Nowo e Oni podem voltar a mudar de mãos em breve
Nos últimos anos as duas operadoras já tiveram vários donos e mais novidades podem estar a caminho nesse capítulo. Nowo (antiga Cabovisão) e Oni passaram no ano passado a ser detidas pelo grupo espanhol de telecomunicações MásMóvil que é o 4º plyer do sector no país vizinho e que prometeu uma estratégia agressiva para Portugal, como também usou em Espanha para ganhar mercado à concorrência.
Menos de um ano depois do anúncio do negócio, é a própria MásMóvil que é alvo de uma OPA, liderada por três fundos de investimento, entre os quais está o KKR, que em 2019 vendeu a Nowo e a Oni à empresa que agora quer comprar, a MásMóvil.
O negócio pode valer 2,9 mil milhões de euros, mas para se concretizar é preciso que a OPA consiga angariar mais de 50% do capital da MásMóvil. As três empresas que a lançaram, além do KKR, a Cinven e a Providence estão a dar um prémio de 20% por ação aos acionistas da operadora, face ao valor de fecho das ações da MásMóvil na passada sexta-feira.
É cedo para saber se a proposta, singular nestes tempos de pandemia, terá sucesso, mas o que já se sabe é que o grupo de empresas não tem planos para fazer alterar a estratégia de crescimento da MásMóvil.
Os três fundos envolvidos no negócio já têm investimentos em empresas do sector em Espanha, a Providence é aliás um dos maiores acionistas da MásMóvil, controlando mais de 9% das ações da operadora.
Recorde-se que ONI e Nowo estavam nas mãos da Altice quando o regulador impôs a venda dos ativos, na sequência da aquisição da Portugal Telecom pelo grupo francês. A Apax comprou e em 2018 vendeu ao KKR, que cerca de um ano depois voltou a vender, desta vez à MásMóvil.
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