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SAP Portugal fez 25 anos e revela apostas para o futuro

Publicado em 21 Novembro 2018 por Cristina A. Ferreira - Ntech.news | 189 Visualizações

SAP Luís Urmal Carrasqueira

A SAP está a celebrar 25 anos de operação em Portugal e chamou a imprensa para fazer um balanço e falar nas tendências e apostas que vão marcar a atividade da filial portuguesa nos próximos anos. Luís Urmal Carrasqueira, diretor-geral da SAP Portugal, garante que uma das prioridades da SAP Portugal para os próximos anos passa por fazer com «que os clientes nos sintam como um parceiro de negócio e não como um fornecedor».

A máxima pode parecer vaga, mas tem implicado mudanças significativas na organização da empresa, que agora aloja nas instalações do Lagoas Parque um customer experience centre e que se tem posicionado para lançar programas de inovação com os clientes, desenvolver protótipos, integrar parceiros nestas experiências e promover uma maior aproximação ao cliente. «Queremos ser parceiros de inovação dos nossos clientes», assumiu o responsável.

Neste centro demonstra, com aplicações concretas e use cases de clientes reais, para que servem e como podem ser usadas muitas das tecnologias que a empresa tem lançado e integrado ao longo dos últimos anos, ampliando um portefólio que passou a ir muito além do tradicional ERP. O espaço é também uma bandeira para a disseminação do conceito/oferta da empresa inteligente, que passou a ter um espaço central na oferta SAP e que, como explicou Luís Carrasqueira, explora o potencial que resulta da «sensorização do mundo real e o trabalhar de toda essa informação com inteligência artificial».

Mais duas parcerias com universidades até final do ano

A estratégia de reposicionamento da empresa tem diversificado o perfil do universo de colaboradores SAP em Portugal – e no mundo – e o leque de competências que a empresa quer integrar no seu portefólio de recursos humanos, para conseguir falar a língua de cada uma das 25 indústrias onde chegam as suas soluções, tem-se alargado. As iniciativas para chegar aos melhores recursos também.

Passa por uma proximidade estreita com as universidades, que em Portugal se materializa em parcerias com três instituições de ensino (Universidade Nova de Lisboa, Universidade do Minho e IP de Tomar), no âmbito do programa SAP Next-Gen.

Até final do ano devem ser assinados acordos idênticos com mais duas instituições. O programa prevê a integração de conteúdos relacionados com tecnologias SAP nos currículos e a criação de laboratórios onde é possível desenvolver aplicações baseadas nestas tecnologias.

Centro internacional de serviços vai crescer para os 325 colaboradores

O recrutamento de recém-licenciados destas e outras universidades tem sido a principal base de crescimento da equipa SAP Portugal nos últimos anos, sobretudo depois da abertura no país de um centro internacional de serviços, que soma hoje 200 colaboradores e exporta mais de 90% dos serviços que fornece. A estrutura posiciona-se como «parceiro de co-inovação dos clientes» da empresa que ali testam modelos, fazem experiências e criam use cases que, em muitos casos, passam do protótipo a serviços e aplicações reais, integrados no seu universo de negócio.

«É um espaço que trabalha com as tecnologias mais inovadoras e que claramente tem margem para crescer nos próximos anos», garantiu na apresentação Luís Carrasqueira. Em número de pessoas e já no próximo ano deve crescer para os 325 colaboradores. Em 2018, contratou 80 pessoas.

Cloud representa 30% das vendas de novas soluções em Portugal

Em Portugal existirão no terreno cerca de 3 mil consultores SAP, alicerçados numa rede de 100 parceiros. Noventa e três das 100 maiores empresas identificadas no ranking da revista Exame são clientes da fabricante, mas o maior crescimento dos últimos anos fica dever-se ao universo das PME, admitiu Luís Carrasqueira.

A SAP Portugal foi formada com três colaboradores, hoje soma 420 e serve 5.600 empresas clientes. Duzentas usam a plataforma SAP Hana, onde ao longo dos últimos anos a empresa investiu largos milhões de euros. Esta é por isso outra das grandes apostas para os próximos anos, a par da cloud, que em Portugal já representa 30% das receitas com a venda de novas soluções.


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