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Seis previsões tecnológicas para 2018

Publicado em 31 Janeiro 2018 por Ntech.news - Ana Rita Guerra | 302 Visualizações

Ainda estamos no rescaldo do CES em Las Vegas e já caminhamos em direção ao Mobile World Congress de Barcelona. O ano é promissor em termos de desenvolvimentos tecnológicos, desde a inteligência artificial à realidade aumentada. A chinesa Huawei, que tem um pé em múltiplas áreas de inovação – dos smartphones aos carros autónomos – consultou vários especialistas para desenhar um mapa de tendências tecnológicas que podemos esperar para 2018. Algumas parecem projetar-se mais além no horizonte temporal, e nem todas são isentas de questões importantes de privacidade. Estas são as seis tendências identificadas:

1. Os telemóveis inteligentes são a nova Era

«A IA está a ajudar a tornar os nossos smartphones em companheiros, fazendo com precisão o que queremos e quando queremos, fornecendo exatamente as informações e experiências corretas no momento certo», diz Peter Gauden, gestor de marketing de produto global da Huawei. O responsável diz que o futuro dos smartphones reside na sua proatividade, referindo a aplicação de inteligência artificial. «À medida que continuamos a entender o que a IA pode fazer, tornar as nossas vidas mais fáceis do que nunca será menos reativo e mais pró-ativo.»

2. IA: A próxima fronteira da moda

As tecnologias emergentes vão dar origem à experiência de compras mais personalizada de sempre, defende Monica Calicchio, fundadora da marca TailorItaly, que diz ser a primeira marca de moda tecnológica. A plataforma online permite que as pessoas personalizem a moda italiana tradicional.

Calicchio refere três áreas decisivas: inteligência artificial, realidade virtual e realidade aumentada. «Veremos as grandes marcas de moda integrar a tecnologia VR e RA na experiência de compras online, permitindo que os clientes experimentem roupas em qualquer lugar – tudo o que precisam é de um smartphone», refere. «Ao aprender com os dados do cliente, a IA irá fazer recomendações personalizadas para cada um, adaptando roupas de acordo com uma variedade de critérios, incluindo a forma do corpo, estilo e preferência pessoal. Os consumidores já estão a exigir essas experiências habilitadas para a IA, com aplicações móveis que recomendam novas bandas para ouvir ou novos restaurantes para experimentar – a moda é o próximo passo. Em contrapartida, os consumidores receberão uma experiência de compra perfeita que se adapta ao seu estilo de vida, assim como a tecnologia deles.»

3. Tecnologia avançada encontra a natureza

A procura dos consumidores por materiais com recursos sustentáveis é a próxima tendência a seguir à moda da comida saudável, diz Timothée Boitouzet, fundador e CEO da startup Woodoo. Timothée sublinha que já houve desenvolvimentos interessantes na utilização de materiais “antigos” como a madeira. «Em 2018, veremos um aumento nas marcas da cleantech, que entram no mercado e que procuram entender melhor como usar os nossos recursos naturais de forma sustentável e garantir que estejam equipados para a rra da tecnologia, enquanto as maiores marcas tecnológicas irão investir muito em projetos de I&D que procuram abordar os mesmos problemas, refere, indicando que os consumidores «esperam recursos naturais e limpos.»

4. A nova relação entre homem e máquina

«Em 2018, acredito que os humanos e a máquina alcançarão uma relação simbiótica com a cortesia da Inteligência Artificial», prevê Oliver Bronner, fundador da agência criativa alemã Hy.am. «Através do uso continuado dos nossos dispositivos, por exemplo, a IA poderá absorver detalhes das nossas vidas quotidianas – das notícias que lemos, da música que escutamos e o conteúdo que assistimos e aproveita essas aprendizagens chave para proporcionar uma experiência mais personalizada. À medida que a IA continua a tornar-se parte integrante das nossas vidas, a tecnologia não nos informará apenas sobre feeds de notícias, listas de reprodução e programas de TV. Terá uma opinião sobre as coisas que importam, levando-nos a um caminho de auto-aperfeiçoamento, seja isso impedir um mau hábito, ou cumprir uma ambição de vida.»

5. Redes Sociais serão 4D

O CEO da consultora de marketing de influenciadores Social Chain, Steve Bartlett, prevê que as experiências das redes sociais se tornarão tão imersivas que parecerão realistas. «As redes sociais passarão de uma experiência unidimensional a uma experiência totalmente imersiva nas quais os utilizadores se podem envolver com um “gosto” ou um “retweet”», vaticina. Com o crescimento dos conteúdos 360º, os feeds serão sobrepostos à realidade, seja através de aplicações de realidade aumentada, auscultadores de realidade virtual, ou através de lentes de contacto. «O áudio está a obter o seu lugar com a geração mais jovem e prevemos que isso continuará a aumentar, tornando o relacionamento que temos com o social muito mais conversacional – com assistentes de voz a atualizarem as redes a nosso pedido. Os consumidores terão as experiências o mais perfeitas possível, o que envolve múltiplos sentidos, pelo que as redes sociais não serão mais uma rede, mas sim uma realidade.»

6. IoT: Uma maneira inteligente de comer

A forma como os alimentos são trazidos para a mesa vai sofrer alterações profundas, antevê Erez Galonska, CEO da startup de agricultura vertical InFarm. «Em 2018, a Internet das Coisas revolucionará a maneira como produzimos e consumimos os nossos alimentos. A tecnologia já está presente na indústria agrícola, com sensores inteligentes que interligam as quintas agrícolas, a produção dos animais e cultivos para garantir que a produção seja mais eficiente», refere. «O próximo passo permite que os humanos se liguem à cadeia de abastecimento de alimentos, com os nossos wearables e smartphones que detetam os alimentos que estamos a consumir e reconhecendo intuitivamente os nutrientes que nos faltam.»

O cenário é este: os dispositivos vão transmitir essas informações aos agricultores e mercearias para que forneçam produtos ricos em nutrientes que sejam personalizados para as necessidades individuais, estilos de vida e preferências. Assustador? Galonska acha que não. «Na verdade, nos próximos anos, a nossa comida poderia até crescer para corresponder às especificações exatas das nossas necessidades alimentares individuais. Nós não só poderíamos praticamente eliminar o desperdício de alimentos, como também usar todo o potencial das vitaminas nos nossos alimentos para prevenir, tratar e curar doenças comuns. A comida voltará a ser a nossa medicina.»

 

 


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