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Smartphones e ultra-portáteis premium levantam mercado

Publicado em 30 Janeiro 2018 por Ntech.news - Ana Rita Guerra | 386 Visualizações

O mercado global de computadores vai continuar deprimido em 2018, com as vendas a caírem tanto no segmento tradicional de desktop e portáteis como nos ultra-portáteis básicos. A diferença em termos de unidades é relevante, principalmente quando comparadas com 2016: de 220 milhões de computadores tradicionais vendidos há dois anos passamos a 193 milhões em 2018. É uma quebra de 5,4%, segundo as novas previsões da Gartner para este ano, sendo que o maior declínio vai ocorrer com os portáteis (-6,8%).

O único segmento que irá crescer é o dos ultra-portáteis premium, que dão um salto de 59 para 70 milhões em 2018. A Gartner indica que os dispositivos ultra-finos da Apple e Windows 10 estão a estimular a procura. Sem este impulso premium, o mercado global caíria bastante; assim, só irá estagnar. O total de unidades vendidas, juntando todos os segmentos, será de 264 milhões (por comparação, venderam-se 270 milhões em 2016).

Smartphones em alta

A história é diferente no segmento de telemóveis, que depois de um 2017 descendente regressam ao crescimento: +2,6%. A Gartner prevê vendas de 1,903 mil milhões de telemóveis, acima dos últimos dois anos (1,893 em 2016 e 1,855 em 2017).

A força do mercado estará nos smartphones de gama alta, com destaque para a Apple. No global, a venda de smartphones crescerá 6,2% (é preciso sublinhar que os smartphones já representam 87% do total de vendas).

«Esperamos que a venda de smartphones Apple cresça mais que a média do mercado em 2018, com o lançamento de novos modelos a alimentar ciclos de subsituição mais fortes», adianta a diretora de pesquisa Roberta Cozza.

O foco dos fabricantes em 2018 estará nas experiências personalizadas possibilitadas pela integração de inteligência artificial nos smartphones, com assistentes digitais e interfaces de utilização mais naturais, biometria e melhorias no ecrã e câmara.

«Os consumidores têm muitas tecnologias por onde escolher, o que coloca dois desafios aos fabricantes», refere o diretor de pesquisa Ranjit Atwal. «O primeiro é competir por um espaço na carteira dos consumidores, tendo em conta a quantidade de dispositivos que já detêm. O segundo é entregar valor e manter relevância – oferecer o dispositivo certo à audiência certa.» Na opinião do analista, iremos ver mais consumidores a focarem-se no valor e não apenas no preço. É por isso que estão a considerar cada vez mais dispositivos com preços elevados.

Preparados para o 5G

Embora se espere que a próxima geração móvel chegue já no próximo ano, a Gartner prevê que apenas 9% dos smartphones vendidos em 2021 suportem 5G. No médio prazo, a consultora considera que a nova geração dará um impulso significativo a serviços de vídeo e streaming, já que trará maior velocidade e irá suportar novas aplicações de inteligência artificial.


Publicado em:

Mobilidade

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