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Telcos identificam IoT como principal fonte de risco

Publicado em 20 Junho 2018 por Ntech.news - Ana Rita Guerra | 142 Visualizações

A Internet das Coisas (IoT) está no topo das preocupações dos operadores de telecomunicações, segundo uma nova pesquisa feita pela WeDo Technologies durante o seu evento anual WUG18, que decorreu em Cascais. Os dados recolhidos indicam que, entre os 250 profissionais de 60 operadores mundiais questionados, 79% apontou a IoT como maior fonte de risco para a sua indústria. A preocupação passa pelo potencial de disrupção de negócio da IoT e a capacidade de disseminação de novos riscos.

O tema do evento anual foi, precisamente, “Hidden Risks” (Riscos Escondidos).

Esta maioria de operadores preocupados com a IoT espelha uma maior maturidade da indústria. À medida que aumenta a recolha e análise de dados recolhidos de dispositivos conectados, também aumentam os riscos. Como resultado, as empresas do sector têm de desenvolver novas estratégias para mitigar e gerir riscos emergentes de segurança e fraude.

Entre 2017 e 2018, houve uma explosão na percentagem de operadores que apontaram a fraude de subscrição e identidade como prioridade a ser endereçada: passou de 2% para 43%. Isto, no entender da WeDo Technologies, comprova a maior preocupação com os casos de phishing que têm vindo a público nos últimos meses.

No caso específico da fraude de subscrição, o controlo apertado dos operadores não chega para a deter. Estima-se que as empresas de telecomunicações percam entre 3% e 8% da receita anual devido a este problema, com vários estudos a apontarem para valores na ordem dos 5,22 mil milhões de dólares. É o  maior tipo de fraude do momento.

Além disso, há uma preocupação com o papel na cadeia de valor e a identificação de novos modelos de negócio. Mais de metade (57%) afirmou que o seu papel na cadeia de valor de IoT irá além de simples fornecedores de conectividade, posicionando-se também na entrega de plataformas agregadoras de dados e desenvolvimento de aplicações finais.

Curiosamente, depois da IoT, foi referida a Inteligência Artificial como fonte de risco, devido ao potencial para tornar os esquemas de fraude mais criativos e sofisticados. É um dado interessante, tendo em conta que as tecnologias de IA estão a ser usadas por várias empresas no sentido oposto – para combaterem a fraude.

«Existem ainda muitos desafios a transpor no que toca ao risco associado às empresas de telecom», sublinha Rui Paiva, CEO da WeDo Technologies, considerando que os dados recolhidos permitem retirar «bastante valor.»

Em termos de soluções de risco baseadas na nuvem, grande parte dos operadores ainda não tem um plano definido para todo o panorama aplicacional. Apenas 24% está a analisar ou a utilizar uma solução na nuvem, enquanto 42% não sabe quando é que a sua empresa dará este passo.


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