Transmarsil na rota de uma operação mais eficiente
O transporte rodoviário de mercadorias enfrenta hoje um contexto desafiante. O aumento e a imprevisibilidade dos custos operacionais, sejam de combustível, portagens, encargos administrativos e operação internacional, tornam cada vez mais difícil planear e antecipar resultados. A isto somam-se maiores exigências de conformidade legal e a escassez de motoristas, que vieram agravar a pressão sobre a gestão diária.
Foi com o objetivo de contornar esta realidade, que a Transmarsil avançou com um projeto de digitalização da frota e dos principais processos de suporte para transformar dados dispersos em informação útil para a tomada de decisão. «O planeamento de rotas e o controlo de despesas foram fundamentais para mantermos consistência num semestre exigente», afirmou César Silva, Assistente Comercial da Transmarsil.
Digitalização aplicada à operação real
A gestão rigorosa dos tacógrafos digitais permitiu reforçar simultaneamente a produtividade e a conformidade legal. Em paralelo, a automatização de processos internos reduziu a carga administrativa e acelerou tarefas críticas do dia a dia. O impacto foi imediato e refletiu-se no menor tempo gasto em tarefas manuais e mais foco na gestão da operação.
Um dos pilares desta transformação foi a adoção dos cartões Eurowag ADS, que permitiram centralizar despesas, eliminar pagamentos em numerário e consolidar a faturação de toda a operação europeia. Segundo César Silva, a solução garantiu «preços fiáveis, pagamentos sem numerário em toda a Europa e faturas consolidadas». Na prática, trouxe uma leitura clara dos custos por viagem e maior visibilidade sobre o fluxo de caixa, ou seja, «reduziu o tempo administrativo, melhorou a visibilidade do fluxo de caixa e ajudou a manter os custos sob controlo, viagem a viagem», acrescentou o responsável.
Dados ao serviço da decisão
A telemática de monitorização de frota e os relatórios operacionais integram hoje a rotina diária da empresa, permitindo ajustar rotas, antecipar desvios de custo e melhorar a eficiência global. A automatização está agora a ser alargada a áreas como faturação, recursos humanos e planeamento, reforçando uma lógica de gestão integrada.
Em paralelo, a empresa está a estudar a aplicação de soluções de inteligência artificial ao planeamento de rotas, previsão de consumos e análise de custos. «Os dados de despesa dos cartões Eurowag ADS já nos dão uma base sólida para preparar modelos de IA», destacou César Silva.
Face a empresas de dimensão semelhante, a Transmarsil considera-se «na linha da frente» no que respeita à digitalização da frota e à gestão baseada em dados. Um posicionamento que se reflete na capacidade de absorver “choques” externos sem comprometer a estabilidade da operação.
Frota eficiente
A renovação da frota tem privilegiado a eficiência energética, embora a empresa ainda não opere veículos elétricos, bioGNL ou HVO. Estas soluções estão em avaliação para o médio prazo, tendo em conta maturidade tecnológica, custos e adequação operacional. A Transmarsil ainda não mede a sua pegada carbónica, mas está a preparar mecanismos de monitorização que permitam reduzir emissões e responder às futuras exigências regulamentares europeias.
Para 2025, o enquadramento promete mais regulação, com destaque para AFIR, RED III e CSRD, e maior exigência por parte dos clientes. Neste contexto, César Silva não tem dúvidas em afirmar que a «análise de dados será um fator de diferenciação competitiva».
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