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«O balanço do primeiro ano é muito positivo»

Publicado em 5 Março 2018 por Claudia Sargento | 2794 Visualizações

O trabalho e os resultados da Sage Portugal mereceram elogios da direção internacional do Grupo, assegurando que muitas das boas práticas aqui seguidas são levadas para filiais de outros países e colocando o país em bom plano dentro da Sage globalmente.

Em entrevista ao Ntech.news, Josep Maria Raventós, country manager da Sage Portugal explicou que este é um dos motivos que o leva a fazer um balanço positivo do seu primeiro ano à frente da filial portuguesa. «Mas há outros», acrescenta ainda, como o crescimento a dois dígitos assegurado em 2017 e que, em 2018, deverá igualmente ocorrer.

O Grupo tem vindo a reorganizar o seu programa de parceiros e apostado no lançamento de novas ofertas “muito bem-recebidas no mercado português”, tendo já este ano apresentado a sua Plataforma Sage Business Cloud que agrega, num único local, todas as aplicações do universo Sage e, igualmente, os produtos da família C.

Ntech.news – Fez recentemente um ano desde que está à frente da Sage Portugal. Qual o balanço que faz?

Josep Maria Raventós – Antes de assumir estas responsabilidades, ficamos um bocadinho céticos porque vamos para um país novo que não conhecemos e onde também não se conhece o negócio. Mas a verdade é que foi um ano espetacular para nós e estou muito agradado.

E foi um bom ano por duas razões principais: primeiro, porque estamos a aproveitar a estratégia de transformação do próprio Grupo Sage, sendo muito mais desafiante no nosso crescimento e reorganizando toda a companhia; assim, estamos a agrupar os clientes dentro dos diferentes mercados – temos as startups, PME e depois temos o Enterprise Market e, finalmente, ainda o mercado dos contabilistas. Para cada um deles, criaram-se produtos específicos e totalmente dirigidos.

No que diz respeito a esta primeira parte da transformação, que também estamos a fazer em Portugal, devo dizer que a resposta em termos de resultados foi a extraordinária.

E a segunda ideia de que falou?

A segunda parte, e que também me surpreendeu, foi o sentido de missão deste equipa; com isto quero dizer que nós temos indicações da Sage para crescer a dois dígitos tanto na componente orgânica como na de negócio. Os nossos objetivos são revistos regularmente para ver onde temos de melhorar e onde estamos a crescer e esse trabalho tem sido muito bem feito e tem sustentado o nosso crescimento quer no ano passado como também já este ano.

Mas o lançamento de produtos ajudou ao crescimento?

Sim, uma das questões que também está a alavancar o crescimento foi o lançamento dos quatro novos produtos que temos agora no mercado, todos em cloud hibrida. Falo, naturalmente, do Sage 50c que está focado nas startups e small business e onde temos integrado o Office 365 que permite ter na cloud toda a parte de dados e integração com os dispositivos móveis.

Depois temos o Sage 100c que está vocacionado para as PME e o Sage For Accounts que é o produto específico para os contabilistas. Para ter uma ideia do sucesso destes produtos, foram lançados no mês de maio de 2017 e desde lá até ao fecho do mês de dezembro já estávamos 2200 unidades Sage 50c vendidas só para Portugal, sendo que 23% dessas vendas são novos clientes.

Posso assumir, portanto, que o balanço deste ano em Portugal é positivo?

Sim, respondendo à sua pergunta, estou muito contente com este ano que percorri na Sage Portugal e são grandes os desafios para o ano atual em que espero fazer ainda melhor do que 2017.

Há números para o mercado português?

Valores absolutos não podemos dar mas posso afirmar, sem a qualquer tipo de dúvida, que as metas definidas pelo nosso executivo, de crescimento a dois dígitos, estão a acontecer de uma forma muito clara. No ano fiscal de 2016, Portugal cresceu 6% e apenas um ano depois, em 2017, dobrámos este valor.

No atual ano fiscal as perspetivas são também muito animadoras.

Quer dizer que, apesar de Portugal ser um país pequeno, ainda assim em termos globais tem um peso importante no negócio da Sage?

Para a Sage não há países pequenos. Na verdade, o que conta é a performance porque as estratégias são pensadas a nível mundial cabendo depois a cada um dos países adaptar à sua realidade. Ainda recentemente recebemos, no evento mundial do Grupo, os parabéns dos três principais executivos Sage pelo nosso desempenho; foram dados apenas a dois países e um deles fomos nós.

De resto, nas reuniões mundiais da Sage, as best practices aplicam-se independentemente do país de origem e as best practices de Portugal estão a ser aplicadas em países muito grandes porque somos um caso de sucesso.

Em 2018 qual vai ser a chave da vossa estratégia? Haverá novidades ao nível de produtos?

Sim, estamos a lançar para o mercado das PME o nosso produto Sage x3 Fast Start que vem do Enterprise Market e que nós adaptámos às PME; com 25 dias de implementação o produto fica de imediato disponível para usar.

Mas no nosso ecossistema temos ainda outra novidade muito importante que é a plataforma Sage Business Cloud que vai ter dentro de uma única plataforma todas as aplicações do universo Sage e todos os produtos da família C. Acreditamos que esta plataforma vai ser a grande aposta da Sage em 2018, ajudando a alavancar ainda mais o nosso negócio.


Publicado em:

Na Primeira Pessoa

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