Bondalti reconstrói a base digital das suas operações
Durante anos, algumas das operações mais críticas da Bondalti correram sobre aplicações ultrapassadas. Sistemas que funcionavam, mas que já não conseguiam acompanhar o ritmo de uma indústria cada vez mais exigente em termos de eficiência, rastreabilidade e segurança digital. Da mesma forma, a tomada de decisão operacional estava limitada pela qualidade e pela velocidade da informação disponível.
Foi esta realidade que levou a empresa a lançar, em outubro de 2023, um programa estruturado de transformação tecnológica, em parceria com a Atos para . Foi definida uma estratégia faseada e progressiva, que permitiu transformar as soluções legacy em aplicações web modernas sem comprometer a continuidade das operações. A nova arquitetura assenta em tecnologia cloud Microsoft Azure com .NET MVC e as aplicações passaram a estar acessíveis em desktop, tablet e dispositivos móveis, integradas num ecossistema digital centralizado.
As quatro áreas transformadas
O programa incidiu sobre domínios funcionais com peso direto na operação industrial da Bondalti. Na logística, foram implementados sistemas de Track & Trace e quiosques de self check-in para motoristas, introduzindo rastreabilidade e automação numa área onde os processos manuais geravam ineficiências e dependências humanas. Na gestão de produção, as novas aplicações trouxeram maior controlo, rastreabilidade e visibilidade em tempo real das operações de fábrica, capacidades que antes exigiam consolidação manual de informação dispersa. Na gestão de energia, a integração de dados passou a permitir uma monitorização mais granular dos consumos energéticos, abrindo caminho à otimização num contexto em que os custos energéticos são uma variável crítica para a competitividade da indústria química. Ao nível do laboratório, o novo LIMS (Laboratory Information Management System) reforçou a fiabilidade e a integridade da informação analítica. «Ao trabalharmos em conjunto em áreas como logística, gestão de produção, energia e sistemas LIMS, estamos a impulsionar ganhos de eficiência operacional, a melhorar o acesso e a qualidade da informação e a criar condições para uma utilização cada vez mais dinâmica e orientada a dados», refere João Nunes, Head of Growth da Atos em Portugal.
IA na equação de desenvolvimento
As equipas técnicas da Atos utilizaram IA para acelerar o desenvolvimento, melhorar a qualidade do código e reduzir a incidência de erros, tornando o processo mais eficiente e a entrega mais consistente. Trata-se de uma utilização de IA que raramente ganha visibilidade nos anúncios de transformação digital, mas que representa uma mudança real na forma como as equipas de engenharia trabalham, ou seja a IA tem aqui um papel de acelerador interno do desenvolvimento. «A incorporação de Inteligência Artificial no desenvolvimento de aplicações críticas está a acelerar a transformação digital da Bondalti», confirma João Nunes.
O resultado obtido e o que vem a seguir
Ao nível operacional, os ganhos obtidos ao nível da redução de tarefas manuais e de redundâncias, o menor risco de erro humano, a utilização de informação em tempo real para suporte à decisão e os tempos de execução mais curtos em operações críticas, são palpáveis pelas equipas. A nova arquitetura cloud introduziu ainda mecanismos avançados de controlo de acessos, backups automáticos e atualização contínua de sistemas, aumentando a resiliência e reduzindo as dependências tecnológicas herdadas.
Mas o impacto mais estratégico aponta para o futuro das operações. Nélio Marques, diretor de TI da Bondalti, reconhece que ao estruturar e integrar dados de forma consistente, estão a criar as bases para uma utilização cada vez mais inteligente da informação. «Num contexto em que a Inteligência Artificial depende da qualidade dos dados, este é um passo essencial para reforçar a nossa competitividade e capacidade de inovação», destaca o responsável.
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