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Vaticano moderniza um dos maiores arquivos históricos do mundo

Publicado em 23 Junho 2026 por Ntech.news | 3 Visualizações

O Vaticano está a modernizar um dos mais relevantes acervos documentais do mundo através de um projeto de transformação digital que combina digitalização avançada, preservação documental e, numa fase posterior, tecnologias de Inteligência Artificial. A iniciativa é conduzida pelo Dicastério para a Comunicação e recorre à tecnologia da PFU, divisão de scanners da RICOH.

Responsável pela comunicação oficial do Papa e da Santa Sé a nível global, o Dicastério gere um vasto património documental constituído por manuscritos, livros, publicações e milhares de fotografias históricas. O objetivo passa por garantir a preservação destes conteúdos sem comprometer a sua acessibilidade, criando uma infraestrutura digital capaz de assegurar elevados níveis de segurança, qualidade e fiabilidade. «Mais do que um processo de digitalização, o projeto implicou a implementação de uma infraestrutura capaz de responder às exigências de conservação de documentos sensíveis, recorrendo a tecnologia de digitalização contacteless, reprodução em alta resolução e processamento automático de grandes volumes de informação», explica Jesus Cabañas, Regional Manager da PFU para a Península Ibérica.

A tecnologia da PFU tem desempenhado um papel central na digitalização de documentos frágeis e de elevado valor histórico, permitindo preservar a integridade física dos originais e, simultaneamente, acelerar o acesso à informação. «Os scanners documentais da PFU são muito mais do que equipamentos. São uma parte essencial da infraestrutura que suporta a preservação, a verificação e a comunicação da informação que produzimos diariamente», refere o responsável.

Entre as soluções utilizadas encontram-se o ScanSnap SV600, desenvolvido para digitalizar livros e documentos encadernados sem contacto direto, e os equipamentos da gama fi Series, concebidos para ambientes com elevados volumes de processamento documental.

Maior confiança na informação

A transformação do arquivo permitiu ao Vaticano evoluir de um modelo assente predominantemente em documentação física para uma plataforma digital estruturada. O novo modelo facilita a disponibilização de conteúdos aos meios de comunicação internacionais e torna mais rápidos os processos de verificação de documentos e imagens históricas.

A digitalização contribui ainda para reduzir o risco de desinformação, ao assegurar o acesso a fontes originais autenticadas, e cria novas oportunidades para a valorização e reutilização do património documental e fotográfico. «Este projeto demonstra que a digitalização já não é apenas uma questão de eficiência operacional. É uma ferramenta fundamental para garantir a confiança, a preservação do património e a qualidade da informação», acrescenta Jesus Cabañas.

RAG e IA no próximo passo da transformação

O projeto prossegue agora com a digitalização integral da biblioteca e do arquivo fotográfico do Dicastério para a Comunicação, que inclui milhares de imagens históricas, algumas das quais deverão ser disponibilizadas ao público. A estratégia contempla igualmente a adoção de plataformas avançadas de gestão documental e de tecnologias Retrieval-Augmented Generation (RAG), destinadas a melhorar significativamente os processos de pesquisa e recuperação de informação. Para esse efeito, está prevista a digitalização de imagens em alta resolução, até 600 dpi.

Numa segunda fase, o Vaticano prevê integrar soluções de Inteligência Artificial para criar um arquivo histórico mais inteligente, pesquisável e preparado para responder às futuras necessidades de acesso e gestão da informação.

Além da sua dimensão tecnológica, o projeto reflete um desafio cada vez mais comum a bibliotecas, universidades, museus e organismos públicos: preservar património documental de valor incalculável sem comprometer a rapidez de acesso aos conteúdos.


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