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Nova ameaça: Bashware pode atacar 400 milhões de PC

Publicado em 15 Setembro 2017 por Ntech.news | 1143 Visualizações

Há um novo risco de segurança a dar dores de cabeça aos especialistas de TI das empresas. Chama-se Bashware e é uma técnica que permite contornar software antivírus, anti-ransomware e ferramentas de inspeção. A exploração desta técnica tem o potencial de afetar 400 milhões de computadores com Windows 10, de acordo com a empresa de segurança Check Point Software Technologies, que descobriu a ameaça.

A técnica aproveita uma nova característica do Windows 10, o Subsystem for Linux (WSL), que saiu da fase beta há pouco tempo e está agora globalmente disponível. O WSL introduz a consola do Linux, Bash, nos sistemas operativos da Microsoft e permite aos utilizadores executarem de forma nativa programas do GNU/Linux no Windows 10.

O problema, segundo a Check Point, é que as soluções comuns de cibersegurança ainda não estão preparadas para supervisionar os processos destes executáveis, que permitem que uma combinação dos dois sistemas operativos funcione ao mesmo tempo. É isso que abre a porta aos cibercriminosos, permitindo que executem código malicioso sem serem detetados. Os atacantes podem utilizar as características do WSL para evitar os controlos das soluções de segurança que ainda não tenham integrado os mecanismos de deteção adequados.

A própria Check Point optou por atualizar o seu software SandBlast Threat Prevention para mitigar os riscos. A empresa está a pedir ao resto do sector que «tome medidas imediatas» e altere as suas soluções para proteger os utilizadores.

«O Bashware é muito alarmante», diz a Check Point. «Mostra como é fácil aproveitar o WSL para fazer com que qualquer malware rompa as barreiras de defesa de um equipamento», sustenta a empresa em comunicado. Nos testes em que aplicou a técnica em sistemas protegidos pelos principais antivírus e produtos de segurança do mercado, a empresa foi bem sucedida em todas as tentativas.


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